O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou, nesta quarta-feira (15), a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A medida atende a um pedido formalizado pelos filhos do político.
A decisão foi motivada pelo avanço do quadro de Alzheimer, que se encontra em estágio avançado. Com a interdição, Paulo Henrique Cardoso foi nomeado curador provisório, ficando responsável exclusivamente pela administração dos bens e patrimônio do pai.
A sentença registra que a escolha conta com o apoio das irmãs Luciana Cardoso e Beatriz Cardoso, além de demonstrar a confiança que o próprio Fernando Henrique Cardoso depositava no filho.
A Justiça concedeu o prazo de 15 dias para que a companheira do ex-presidente, Patrícia Kundrát, apresente sua anuência ao processo.
O magistrado ainda requisitou detalhes sobre a capacidade de locomoção de FHC e sobre como ele reagiu à determinação judicial. O requerimento inicial foi protocolado acompanhado de laudo médico e assinado por advogados da família.
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