Vereadora recorre para suspender pensão a atleta atropelado

Débora Santana pede exclusão de seu nome da ação e critica uso de sua imagem pública no processo.
Por: Brado Jornal 15.mai.2026 às 10h38
Vereadora recorre para suspender pensão a atleta atropelado
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A vereadora de Salvador Débora Santana (PSDB) entrou com recurso na Justiça para suspender a decisão que obriga ela e o filho a pagarem pensão, próteses e outros auxílios ao corredor Emerson Silva Pinheiro, vítima de atropelamento.

No documento, a parlamentar solicita a suspensão da liminar concedida em abril e a retirada de seu nome da ação civil. Ela também chegou a pedir gratuidade de justiça, mas acabou arcando com as custas processuais após a Justiça exigir comprovação de hipossuficiência.

O acidente ocorreu em 16 de agosto de 2025, na Pituba, bairro nobre da capital baiana. O filho de Débora, Cleydson Cardoso Costa Filho, dirigia o veículo e foi preso em flagrante por embriaguez, mas obteve liberdade posteriormente. Emerson teve a perna direita amputada e sofreu graves fraturas na esquerda.

Em abril, a Justiça determinou que mãe e filho pagassem, de forma solidária, pensão mensal provisória de R$ 3 mil, custeio integral de imóvel adaptado (incluindo condomínio e IPTU), manutenção de tratamento médico e fisioterápico, além da compra de duas próteses, uma para uso diário e outra esportiva, no prazo de 15 dias.

A defesa da vereadora argumenta que ela não participou diretamente do acidente e que o filho, por ser maior de idade, deve responder sozinho. Segundo a nota enviada à imprensa, os advogados da vítima estariam usando o nome dela por sua visibilidade política para dar maior repercussão ao caso.

Por outro lado, a advogada de Emerson Pinheiro, Losangela Passos, afirma que Débora assumiu voluntariamente a responsabilidade ao oferecer apoio inicial ao atleta, inclusive com ajuda financeira mensal e declarações públicas de que o trataria como “mais um filho”. Esse comportamento seria considerado assunção de obrigação civil.

A Justiça anterior considerou haver indícios suficientes de responsabilidade de ambos e risco de piora no quadro de saúde da vítima, que parou de receber auxílio após a soltura de Cleydson. A interrupção do suporte já causou perda de mobilidade e fibrose, segundo os autos.

O processo segue em tramitação e a nova manifestação da vereadora será analisada pelo Judiciário.


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