A Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal uma manifestação defendendo que os inquéritos contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, sejam remetidos à Justiça de primeira instância.
A informação foi confirmada pelo advogado Marco Aurelio Carvalho, que representa o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a PGR argumentou que nenhum dos investigados possui foro privilegiado, o que tornaria desnecessária a permanência dos processos no STF.
Os inquéritos, sob a relatoria do ministro André Mendonça, surgiram como desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura irregularidades em descontos de benefícios do INSS. Lulinha não é acusado de participação no esquema de descontos indevidos, mas enfrenta suspeitas de tráfico de influência e corrupção em três frentes distintas.
Embora o empresário não ocupe cargo com prerrogativa de foro, os casos chegaram ao Supremo por conexão com outras investigações já em andamento na Corte. A defesa questiona essa competência e apoia o pedido da PGR para que as apurações sigam na instância inferior.
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