Nicolás Maduro toma posse para terceiro mandato em meio a denúncias de fraude e repressão

Oposição contesta resultado das eleições de 2024 e acusa o regime de repressão e falta de transparência
Por: Brado Jornal 10.jan.2025 às 08h16
Nicolás Maduro toma posse para terceiro mandato em meio a denúncias de fraude e repressão
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nicolás Maduro será empossado nesta sexta-feira (10) para um terceiro mandato como "presidente" da Venezuela, em um processo marcado por alegações de fraude eleitoral, repressão violenta a opositores e restrições à democracia. O regime chavista declarou vitória nas eleições presidenciais de 28 de julho de 2024, mas a oposição afirma que o candidato Edmundo González venceu com ampla vantagem.

A disputa eleitoral ocorreu sob um ambiente hostil para a oposição. No início do ano, o regime barrou a candidatura de María Corina Machado, considerada a principal adversária de Maduro. González emergiu como alternativa de última hora e conseguiu registrar sua candidatura, mas enfrentou um processo marcado por falta de observadores internacionais e obstruções ao trabalho de fiscais opositores.

No dia 28 de julho, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) declarou Maduro vencedor com pouco mais de 50% dos votos. No entanto, a oposição apresentou atas eleitorais que, segundo eles, comprovam a vitória de González. A contestação gerou uma onda de repressão, com a prisão de centenas de opositores e a morte de manifestantes durante protestos contra o resultado.

González, forçado ao exílio na Espanha, prometeu retornar à Venezuela nesta sexta-feira para reivindicar a presidência. Enquanto isso, María Corina Machado, que permanece no país em condições desconhecidas, continua sendo um símbolo da resistência ao regime.

O novo mandato de Maduro aprofunda a divisão no país, que enfrenta uma crise política e social sem precedentes. A economia segue em colapso, com milhões de venezuelanos vivendo na pobreza extrema ou emigrando em busca de melhores condições.

A comunidade internacional permanece dividida em relação ao reconhecimento do governo de Maduro. Enquanto aliados como Rússia, China e Irã apoiam o regime, países da União Europeia e da América Latina criticaram as eleições como ilegítimas e pediram sanções adicionais.

Com a posse de Maduro e o retorno anunciado de González, o cenário político na Venezuela promete novos capítulos de tensão e incerteza.



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