A China anunciou nesta sexta-feira (4) a imposição de uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos Estados Unidos, em retaliação à medida do governo de Donald Trump de taxar as exportações chinesas na mesma porcentagem.
Além do aumento tarifário, o Ministério do Comércio de Pequim informou que o país restringirá a exportação de uma série de materiais raros essenciais para a indústria eletrônica e aeroespacial, o que pode impactar a produção de chips de computador e baterias para veículos elétricos.
O governo chinês também adicionou 27 empresas americanas à lista de companhias sujeitas a sanções comerciais ou controles de exportação.
Em comunicado oficial, o Ministério do Comércio da China classificou as tarifas impostas pelos EUA como uma violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), afirmando que a medida “prejudica seriamente os direitos e interesses legítimos dos membros da OMC e atinge seriamente o sistema de comércio multilateral baseado em regras e a ordem econômica e comercial internacional”. Pequim também confirmou que ingressou com uma ação na OMC contra as tarifas aplicadas por Washington.
A decisão da China é mais um capítulo na crescente tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo. Em fevereiro, Pequim já havia anunciado tarifas de 15% sobre as importações de carvão e gás natural liquefeito dos EUA, além de uma taxa extra de 10% sobre petróleo bruto, máquinas agrícolas e veículos de grande porte.
As novas medidas devem ampliar o impacto da disputa, que já provoca reações em outros países. Líderes como Javier Milei, presidente da Argentina, e Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, tentam negociar alternativas para evitar uma escalada do conflito e seus efeitos sobre a economia global.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...