Notas fiscais reacendem temor no PL sobre Flávio e Vorcaro

Dirigentes temem novos capítulos da relação do presidenciável com o banqueiro às vésperas da campanha
Por: Brado Redação 23.jul.2026 às 17h20
Notas fiscais reacendem temor no PL sobre Flávio e Vorcaro
Foto: Reprodução/Instagram

A divulgação de documentos mostrando que o escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu R$ 500 mil de uma empresa ligada a consultoria abastecida com recursos do Banco Master reacendeu preocupações na cúpula do PL. Embora o pré-candidato afirme que a contratação foi legal e sem vínculo com o banqueiro Daniel Vorcaro, dirigentes avaliam que o episódio prolonga uma crise que a campanha tentava deixar para trás e amplia a desconfiança sobre a relação entre os dois.

Nos bastidores, o principal temor não é apenas o impacto desta revelação, mas a possibilidade de novos capítulos surgirem durante a disputa presidencial. A sucessão de episódios envolvendo Vorcaro alimenta dúvidas e dificulta convencer aliados de que o assunto está encerrado.

Em maio, mensagens mostraram Flávio negociando com o banqueiro o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Planilhas apontaram repasses de pelo menos R$ 61 milhões à produtora, agora investigados no STF. Na semana passada, circulou uma foto do senador com Sicário, chefe de milícia privada organizada por Vorcaro; Flávio alegou desconhecer a imagem e sugeriu se tratar de inteligência artificial.

Agora, documentos revelam que o escritório do senador recebeu R$ 500 mil da Contábil Correa por serviços jurídicos. A empresa tem como sócio Rogério Lourenço Novo, também diretor da consultoria Copenhagen, que recebeu R$ 57,9 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025. O escritório ainda emitiu duas notas fiscais de R$ 1 milhão para a Copenhagen, depois canceladas.

Em vídeo, Flávio reconheceu ter prestado serviços à Contábil Correa, mas negou relação com recursos do Master e afirmou que a contratação pela Copenhagen nunca se concretizou. Auxiliares sustentam que não há irregularidade e avaliam que o caso é técnico demais para gerar grande desgaste eleitoral. Ainda assim, a legenda vê o tema como munição para adversários ao longo da campanha.



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