O presidente Donald Trump convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar um conselho de paz destinado a mediar o conflito em Gaza, segundo fontes próximas ao governo americano. A proposta foi feita por meio de canais diplomáticos nos últimos dias e visa incluir líderes de diferentes regiões do mundo para buscar uma solução negociada à guerra entre Israel e o Hamas.
O convite reflete a intenção de Trump de formar um grupo diversificado de mediadores, reunindo países com influência no Oriente Médio e na América Latina. Fontes indicam que o presidente americano vê Lula como figura relevante por sua posição histórica de diálogo com diversas partes envolvidas no conflito e pela tradição brasileira de mediação internacional.
A participação de Lula no conselho seria um gesto simbólico e estratégico, permitindo ao Brasil atuar em uma agenda global de paz, mas também geraria desafios diplomáticos, já que o governo brasileiro tem mantido críticas a ações israelenses em Gaza e defendido o reconhecimento do Estado palestino. O convite ocorre em um momento de tensões entre Washington e Brasília, especialmente após declarações recentes de Lula sobre o conflito.
Até o momento, o Palácio do Planalto não confirmou oficialmente o recebimento do convite nem se Lula pretende aceitar a proposta. Fontes do Itamaraty afirmam que qualquer participação brasileira dependeria de critérios claros, como o compromisso real com um cessar-fogo duradouro e a inclusão de representantes palestinos nas negociações.
O conselho de paz proposto por Trump ainda está em fase de formação, com expectativa de que reúna líderes de países como Egito, Turquia, Arábia Saudita e possivelmente Índia ou África do Sul. A iniciativa surge em meio a pressões internacionais para encerrar a guerra em Gaza, que já dura mais de um ano e causou milhares de mortes e crise humanitária severa na região.
A resposta do governo Lula ao convite pode influenciar as relações bilaterais Brasil-EUA no segundo mandato de Trump, especialmente em temas de comércio, clima e segurança global. O Planalto deve se posicionar nos próximos dias sobre a proposta.
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