Ex-príncipe Andrew é liberado após interrogatório na delegacia de Londres

Detenção por suspeita de má conduta em cargo público durou poucas horas; ex-real deixa a Thames Valley Police sem acusação formal e segue sob investigação ligada a Jeffrey Epstein
Por: Brado Jornal 19.fev.2026 às 20h59
Ex-príncipe Andrew é liberado após interrogatório na delegacia de Londres
Foto: Getty Images
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor deixou a delegacia da Thames Valley Police na noite desta quinta-feira (19 de fevereiro de 2026), após ser detido mais cedo no mesmo dia em sua residência em Sandringham.

A prisão ocorreu por volta das 9h da manhã, sob a acusação de má conduta no exercício de cargo público durante o período em que atuou como enviado especial do Reino Unido para assuntos comerciais internacionais, entre 2001 e 2011.

Segundo fontes policiais, Andrew foi levado para interrogatório na sede da força em Reading, Berkshire, onde permaneceu por cerca de sete horas respondendo a questionamentos sobre suposta transmissão de documentos confidenciais ao falecido financista Jeffrey Epstein.A defesa do ex-membro da realeza negou qualquer irregularidade e classificou a detenção como “desproporcional”. Após o depoimento, as autoridades decidiram liberá-lo sem apresentação de denúncia formal neste momento. Ele saiu da delegacia por volta das 16h30, sem algemas e sem pronunciamentos à imprensa.

A Thames Valley Police confirmou que as investigações prosseguem, com buscas ainda em andamento em propriedades associadas ao suspeito em Norfolk e Berkshire. O crime de má conduta em cargo público pode acarretar pena máxima de prisão perpétua no sistema britânico, caso comprovado.

A prisão coincidiu com o 66º aniversário de Andrew, que perdeu seus títulos militares e patronatos reais em 2022 após acordo extrajudicial em processo civil por alegações de abuso sexual, acusações que ele sempre negou veementemente.

O Palácio de Buckingham reiterou que o caso está sendo tratado como questão pessoal do ex-príncipe, sem envolvimento direto da Coroa. O rei Charles III havia se manifestado mais cedo, afirmando que “a lei deve seguir seu curso” e expressando preocupação com o desenrolar dos fatos.

A ação policial ganhou força após a divulgação recente de novos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein, que reacenderam questionamentos sobre as relações do ex-príncipe com o bilionário condenado por tráfico sexual de menores.


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