Irã agradece apoio de Lula após ataques dos EUA

Embaixador Abdollah Nekounam destaca posição “valorosa” do Brasil e defende direito de retaliação contra bases americanas e israelenses na região.
Por: Brado Redação 02.mar.2026 às 15h48
Irã agradece apoio de Lula após ataques dos EUA
Foto: Mayke Toscano/Secom MT

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, expressou nesta segunda-feira (2 de março de 2026) gratidão ao governo brasileiro pelo posicionamento adotado após os ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos contra o território iraniano, iniciados na madrugada de sábado (28 de fevereiro).

Em declaração a jornalistas, o diplomata classificou como “valorosa” a postura do Itamaraty, que, em comunicado oficial no dia do ataque, manifestou solidariedade a Teerã, condenou a ação militar americana e defendeu a resolução do impasse por meio de diálogo diplomático, com o objetivo de evitar maior escalada de tensões na região.

Questionado sobre nota posterior do Ministério das Relações Exteriores – na qual o Brasil também repudiou a resposta iraniana contra alvos em Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia –, Nekounam optou por não comentar diretamente o segundo posicionamento. Ele limitou-se a afirmar que o Irã possui o “direito legítimo” de reagir “na mesma proporção” às agressões sofridas.

O embaixador esclareceu que as ações de retaliação iranianas foram direcionadas exclusivamente a instalações e bases militares pertencentes aos Estados Unidos e a Israel localizadas nesses países vizinhos. Segundo ele, não existe qualquer desentendimento ou conflito direto com as nações da região afetadas.

Nekounam ainda atribuiu a coordenação dos ataques iniciais ao presidente americano Donald Trump, do Partido Republicano, alegando que o objetivo seria assassinar o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e forçar uma mudança de regime em Teerã.

De acordo com informações da Embaixada do Irã em Brasília, não há registro de brasileiros mortos ou feridos em decorrência dos bombardeios realizados no território persa.

O posicionamento brasileiro reflete a linha de equilíbrio adotada pelo governo Lula, que condenou tanto a ofensiva inicial dos EUA quanto a resposta iraniana, reiterando a necessidade de respeito ao Direito Internacional por todas as partes envolvidas no conflito.



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