Nesta quinta-feira (5), Israel prosseguiu com sua ofensiva no Líbano, realizando ataques aéreos pelo quarto dia consecutivo. As forças israelenses avançaram em direção a várias localidades fronteiriças no sul do país, enquanto bombardeios atingiram alvos em diferentes regiões.
Um drone israelense atingiu uma residência no campo de refugiados palestinos de Beddawi, próximo a Trípoli, no norte do Líbano, matando Wassim Atallah al-Ali e sua esposa durante a madrugada. A agência estatal libanesa ANI descreveu o homem como um "alto funcionário do Hamas". Trata-se do primeiro líder do grupo palestino eliminado desde o início da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no sábado passado (28).
Imagens divulgadas pela AFP revelaram uma densa coluna de fumaça subindo em Beirute, na zona sul da capital área considerada bastião do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, após um ataque israelense na manhã de hoje.
Em comunicado no Telegram, as forças israelenses informaram que "realizaram uma nova onda de ataques e desmantelaram a infraestrutura terrorista do Hezbollah em todo o Líbano". Os alvos incluíam "numerosos locais de lançamento de foguetes e mísseis (...) localizados ao sul do rio Litani", além de "uma fábrica de drones".
Autoridades libanesas reportaram ainda a morte de três pessoas em ataques contra dois veículos na rodovia que dá acesso ao aeroporto de Beirute.
O Líbano entrou no conflito na segunda-feira (2), quando o Hezbollah realizou seu primeiro ataque contra Israel, justificando a ação como vingança pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Em esforços diplomáticos para conter a escalada no território libanês, o presidente francês Emmanuel Macron manteve contatos na quarta-feira (4) com o presidente americano Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Macron defendeu a "integridade territorial do Líbano" e pediu que Israel evitasse uma operação terrestre em larga escala.
Hezbollah promete resistência total
Em resposta aos bombardeios, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou em discurso transmitido pelo canal do grupo o primeiro desde o início da ofensiva contra o Irã que o Hezbollah confrontará a "agressão israelo-americana" e não se renderá.
Na quarta-feira, o movimento xiita reivindicou ao menos 23 ataques contra Israel, incluindo um com drones contra instalações aeroespaciais no centro do país alcançando pela primeira vez uma área tão distante da fronteira. O grupo também alegou ter atingido uma base militar no norte de Israel com um "míssil de precisão". No sul libanês, o Hezbollah registrou os primeiros confrontos "diretos" com tropas israelenses que ingressaram na vila de Khiam, a cerca de 6 km da fronteira.
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