O Irã deixou claro nesta quarta-feira (8) que um possível acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos e Israel não representará o fim da guerra.
Em declaração oficial, o chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que qualquer negociação em andamento não significa rendição ou encerramento definitivo do conflito. Segundo ele, o Irã continuará respondendo a qualquer nova agressão de forma “decisiva e proporcional”.
“Negociação não é sinônimo de paz. Enquanto houver ameaças e violações da soberania iraniana, a resistência continuará”, disse o chanceler.
A posição firme do Irã surge após relatos de avanços em conversas indiretas mediadas por países como Catar e Omã. No entanto, Teerã mantém o tom duro e reforça que não aceitará imposições, especialmente em relação ao programa nuclear e ao apoio a grupos aliados na região.
Araghchi ainda criticou as ameaças recentes do presidente Donald Trump, classificando-as como “irresponsáveis” e que só servem para prolongar o sofrimento da população civil.
Apesar do discurso belicoso, fontes diplomáticas indicam que o Irã estaria disposto a discutir um cessar-fogo temporário para aliviar a pressão sobre sua economia e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, desde que haja garantias concretas de que os ataques cessem.
A tensão no Oriente Médio segue elevada, com o mercado de petróleo ainda sensível a qualquer sinal de escalada ou recuo nas negociações.
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