Astronautas da Artemis 2 observam áreas inéditas da Lua

Tripulação da Orion chega mais perto do satélite natural que qualquer humano desde a Apollo e fotografa regiões nunca vistas antes
Por: Brado Jornal 07.abr.2026 às 09h49
Astronautas da Artemis 2 observam áreas inéditas da Lua
Muratart/Shutterstock
A espaçonave Orion, com os quatro astronautas da missão Artemis 2, atingiu nesta segunda-feira (6) o ponto mais próximo da Lua desde o fim do programa Apollo, há mais de 50 anos. Embora a missão não inclua pouso, o voo rasante serviu para testar sistemas críticos da nave a mais de 400 mil quilômetros da Terra.

A tripulação, formada pelos americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen, passou a apenas 6.540 km da superfície lunar. Durante a aproximação máxima, a Orion entrou em um “apagão” de comunicação de cerca de 40 minutos ao contornar o lado oculto da Lua, momento em que a massa do satélite bloqueia completamente os sinais de rádio com a Terra.

Nesse período de isolamento, os astronautas operaram de forma autônoma e tiveram a oportunidade de observar e fotografar regiões da Lua que nenhum ser humano havia visto antes com os próprios olhos. Entre os destaques estão crateras de impacto recentes, antigos fluxos de lava e formações geológicas próximas aos polos, consideradas estratégicas para futuras missões tripuladas.

A Nasa descreveu que, dessa distância, a Lua aparecia do tamanho de uma bola de basquete segurada com o braço estendido. Os astronautas também registraram o “Earthset” (pôr da Terra atrás do horizonte lunar) e, logo depois, o “Earthrise” (nascer da Terra), quando a comunicação com o controle em Houston foi restabelecida.

A trajetória seguiu o conceito de “estilingue gravitacional”, no qual a gravidade da Lua acelera a nave e a direciona de volta à Terra sem necessidade de grande consumo de combustível. Durante o sobrevoo, a equipe utilizou câmeras de alta resolução para capturar imagens de alta qualidade que serão analisadas por cientistas.

A missão Artemis 2 representa um passo fundamental para o retorno humano à superfície lunar, previsto para as próximas etapas do programa. Os dados coletados sobre radiação, sistemas de suporte à vida e desempenho da nave em ambiente profundo serão essenciais para garantir a segurança das futuras expedições que pretendem estabelecer presença duradoura na Lua.


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