Os líderes do G7 anunciaram nesta quarta-feira (17 de junho de 2026) medidas mais duras contra a Rússia e maior suporte à Ucrânia, ao final da cúpula realizada na França. O comunicado conjunto reforça o compromisso com a liberdade, soberania e integridade territorial do país invadido, além de expressar solidariedade à população afetada por ataques à infraestrutura e ao patrimônio cultural.
Entre as decisões, o grupo ampliou o fornecimento de sistemas de defesa aérea, interceptadores e armamentos de longo alcance para Kiev. Os países também vão estudar a concessão de licenças para expandir a produção militar ucraniana e prometeram reforçar a infraestrutura energética da Ucrânia antes do próximo inverno.
“Comprometemo-nos a aumentar a pressão sobre a economia de guerra russa. Nesse contexto, reforçaremos nossas sanções, inclusive as aplicadas aos setores de petróleo e gás”, afirmaram os líderes. A invasão russa, iniciada em fevereiro de 2022, já supera a duração da Primeira Guerra Mundial.
O presidente americano Donald Trump indicou durante a reunião que pretende priorizar esforços para uma negociação de paz entre Rússia e Ucrânia.Outros temas da cúpulaO G7 também respaldou o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã, visto como oportunidade para impedir o desenvolvimento de arma nuclear por Teerã e reduzir ameaças regionais. O entendimento suspende combates por 60 dias e prevê a reabertura do estreito de Ormuz, com discussões sobre o programa nuclear e sanções ficando para etapas posteriores.
Os líderes apoiaram ainda iniciativa marítima liderada por França e Reino Unido para proteger embarcações comerciais na região, além de defenderam cessar-fogo no Líbano, retirada de armas do Hezbollah e aceleração da ajuda humanitária em Gaza e Cisjordânia.
Em comunicado separado, o G7 (com apoio de Brasil e Coreia do Sul) criou a Rede de Portos do G7+ contra o Tráfico de Drogas. As medidas incluem maior troca de informações entre autoridades, plano para combater infiltração criminosa em instituições e empresas, e ações contra lavagem de dinheiro, inclusive com criptomoedas. A implementação está prevista para novembro de 2026..
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