Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, negou em depoimento à Polícia Federal qualquer influência política em seus negócios. Segundo ele, as operações financeiras do conglomerado ocorreram sem interferência ou favorecimento de partidos ou autoridades.
Apesar da negativa, o empresário mantém relações conhecidas com nomes do Centrão, do PT e do MDB. Entre as conexões destacadas estão contatos com figuras do bloco parlamentar Centrão, parlamentares do PT e do MDB, além de doações e parcerias comerciais registradas ao longo dos anos.
Vorcaro está preso preventivamente desde novembro de 2025, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master por suspeitas de insolvência e irregularidades financeiras. A PF investiga crimes como gestão fraudulenta, manipulação de informações, fraude à fiscalização e lavagem de dinheiro.
O depoimento faz parte das apurações da Operação Compliance Zero, que já cumpriu mandados de busca e bloqueou bilhões em bens. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal, com o ministro Dias Toffoli como relator.
Vorcaro reafirmou que suas atividades empresariais seguiram as normas legais e que não houve favorecimento político. A Polícia Federal continua analisando documentos e depoimentos para esclarecer as suspeitas.
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