Prisão de ex-presidente do Rioprevidência marca nova fase de operação da PF

Deivis Marcon Antunes é detido em Itatiaia após desembarcar em Guarulhos; ação investiga fraudes em aplicações de quase R$ 1 bilhão no Banco Master
Por: Brado Redação 03.fev.2026 às 15h02
Prisão de ex-presidente do Rioprevidência marca nova fase de operação da PF
Divulgação

Agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal prenderam nesta terça-feira (3) o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes. A detenção ocorreu em Itatiaia, no sul fluminense, depois que ele desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e alugou um veículo para seguir viagem rumo ao Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela PRF.

O investigado foi levado inicialmente à delegacia da PF em Volta Redonda e, em seguida, deve ser transferido para a capital fluminense. A prisão temporária integra a segunda etapa da Operação Barco de Papel, deflagrada para apurar irregularidades na gestão de recursos do fundo de previdência estadual.

A 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro expediu três mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão. As medidas, cumpridas em endereços no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, baseiam-se em elementos que indicam obstrução de justiça e ocultação de provas, conforme levantamentos da investigação.

A operação faz parte das apurações mais amplas relacionadas ao caso Banco Master. A PF examina um total de nove aplicações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, nas quais o Rioprevidência aplicou cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pela instituição bancária.

Entre os delitos sob análise estão gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos, indução ao erro de órgão público, fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.

No dia 19 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, encerrando suas atividades operacionais.

Na ocasião, o Rioprevidência informou que havia investido aproximadamente R$ 960 milhões na instituição, mas assegurou que os pagamentos a aposentados e pensionistas do estado continuariam normais e sem qualquer interrupção. O órgão destacou que o montante aplicado representava valor inferior à folha mensal de benefícios, que atinge R$ 1,9 bilhão, financiada em grande parte por receitas de royalties e participações especiais.

De acordo com o fundo, as aplicações ocorreram entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com prazos de vencimento programados para 2033 e 2034.

A defesa de Deivis Marcon Antunes ainda não se manifestou sobre o caso.



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