Padre é preso em Praia Grande suspeito de estuprar coroinha de 19 anos

Jucelino de Oliveira, de 58 anos, teria oferecido bebida ao casal de coroinhas; Justiça afastou o religioso das vítimas e a defesa diz que a prisão é cautelar
Por: Brado Redação 07.set.2026 às 09h31
Padre é preso em Praia Grande suspeito de estuprar coroinha de 19 anos
Foto: Reprodução

O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso em Praia Grande, no litoral paulista, sob suspeita de estupro contra uma coroinha de 19 anos. Segundo o boletim de ocorrência, o religioso oferecia bebida alcoólica à jovem e ao namorado dela, de 18 anos, também coroinha.

O casal frequentava há cerca de três meses a igreja em que Jucelino atuava. Passou a acompanhá-lo em missas em outros endereços e era chamado à casa do sacerdote.

A jovem disse à polícia que o padre insistia para que os dois bebessem, mesmo depois de ela afirmar que tinha problema com álcool. Em um dos encontros na residência, conforme o relato, ele abraçou o casal e encostou o corpo nela de forma inadequada.

Ainda segundo o depoimento, quando o namorado ficou sonolento após beber, o religioso teria tocado a jovem por baixo da roupa. Depois, teria mandado os dois descansarem em um quarto e, mais tarde, chamado a mulher para continuar bebendo. Ela recusou.

A coroinha também afirmou que Jucelino ofereceu dinheiro e presentes, como o pagamento da carteira de motorista e material para ela abrir um salão. O padre teria proposto ainda que o casal morasse com ele.

A prisão ocorreu na noite de sexta-feira, 4 de setembro, por agentes da Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande, com mandado judicial. A Justiça proibiu o sacerdote de chegar a menos de 300 metros das vítimas, de manter contato com elas e de frequentar os locais que os jovens usam no dia a dia.

Jucelino administra a Casa Pime, ligada ao Pontifício Instituto das Missões Exteriores, e celebra missas na capela São João Batista e na igreja Nossa Senhora Auxiliadora, ambas em Praia Grande.

A Diocese de Santos disse confiar na Justiça para esclarecer o caso e afirmou que vai adotar as medidas canônicas cabíveis.

A defesa sustentou que a prisão é temporária e só cautelar, sem significar condenação nem juízo antecipado de culpa. O advogado João Paulo Silva Rocha afirmou que ainda não teve acesso completo aos autos que embasaram a detenção e pediu a soltura na audiência de custódia. Segundo a defesa, o padre cumpriu a ordem sem resistência e segue à disposição das autoridades.



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