A inclusão do Banco Master na relação oficial do Ministério da Previdência Social, que autoriza instituições a captar recursos de fundos dos regimes próprios de previdência de estados e municípios, ocorreu em maio de 2024, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo relatos de operadores, o processo exigiu articulações políticas que envolveram diretores da instituição, o político baiano ACM Neto e o então ministro Carlos Lupi. A medida era tratada internamente como prioridade absoluta, porque os aportes das previdências estaduais representavam uma das principais vias para manter a operação do banco em funcionamento naquele período.
Um operador ligado a Daniel Vorcaro afirmou à revista Veja, sob anonimato, que o custo final da inclusão superou em muito os valores inicialmente negociados. “A inclusão custou muito mais do que os pedidos iniciais”, declarou. De acordo com ele, o montante efetivamente pago “teria chegado a R$ 15 milhões”. Nas conversas encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro, operadores citavam propostas entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão para viabilizar a inclusão na lista.
A administração federal atualizou a relação cinco vezes. Em duas dessas versões, o Master constava. A instituição foi retirada em fevereiro de 2026. A Polícia Federal investiga as mensagens e as circunstâncias da inclusão, no contexto de apurações mais amplas que envolvem a instituição financeira. Vorcaro permanece preso. A lista reúne entidades habilitadas a receber aplicações de regimes próprios de previdência, mecanismo que, na visão dos envolvidos, abria caminho para novas captações consideradas essenciais à sobrevivência do banco naquele momento.
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