Bolsonaro fala sobre operação da PF contra empresários: ‘Cadê a turma da carta pela democracia?’

Presidente referiu-se, pela primeira vez, sobre os signatários da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito, elaborada pela faculdade de Direito da USP
Por: Brado Jornal 24.ago.2022 às 16h47 - Atualizado: 25.ago.2022 às 05h22
Bolsonaro fala sobre operação da PF contra empresários: ‘Cadê a turma da carta pela democracia?’
Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de um ato nesta quarta-feira, 24, em Betim (MG) e, pela primeira vez, falou sobre as operações da Polícia Federal que mirou empresários apoiadores do governo. Em sua fala, o mandatário afirmou ter contato com Luciano Hang e Meyer Nigri – dois dos oito alvos de buscas e apreensões – e questionou o posicionamento dos signatários da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito, elaborada pela faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. “Somos ainda um país livre. E eu pergunto a vocês: o que aconteceu no tocante aos empresários agora? Esses oito empresários. Eu tenho contato com dois deles. Luciano Hang e o Meyer Nigri. Cadê aquela turminha da carta pela democracia? A gente sabe que em época de campanha continuam lobos em pele de cordeiro. Acreditar que eles são democratas e nós não somos? Cadê a turminha da carta pela democracia?”, questionou.

O chefe do Executivo também ressaltou que perder uma eleição em uma democracia é algo natural, mas que não é aceitável perder a democracia em razão do pleito eleitoral e aproveitou para atacar os governos petistas. “Tem muitos candidatos aqui em cima que serão vitoriosos. Alguns não serão. Faz parte da regra do jogo. Nós sabemos o que esse outro lado fez ao longo de 14 anos, de 2003 a 2016, onde eles colocaram o Brasil”, destacou. A operação da Polícia Federal a que Bolsonaro se refere ocorreu na última terça-feira após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Na ação, empresários são acusados de apoiar, em mensagens num grupo de WhatsApp, um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições. Mandados foram cumpridos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.



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