O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a dizer nesta quinta-feira (4) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados utilizam o nome de Deus “em vão”. Acompanhado da primeira-dama Janja, Lula falou em uma “fábrica de mentiras”, mas não citou Bolsonaro diretamente.
“Eu chego para Janja e falo: ‘Olha, o mundo é difícil’. Eu chego e vejo na fábrica de mentiras, que tem as fake news que vocês acompanham, uma fábrica podre. Parece um bando de lixo, parece uma fossa que só fala mentira, só prega ódio, só conta falsidade, inventa mentira todo dia, que a gente não pode acreditar, porque Deus não é mentira, Deus é a verdade, e ninguém pode utilizar o nome de Deus em vão como eles usam todo santo dia”, disse Lula durante discurso na inauguração da Estação Elevatória de Água Bruta de Ipojuca, no município de Arcoverde, em Pernambuco.
Em aceno ao público religioso, o presidente abordou temas religiosos como “Deus” e “milagre” em mais de uma vez em seu discurso. Segundo ele, a transposição do Rio São Francisco e a sua eleição como presidente da República se tratam de um milagre, porque “Deus existe” e porque os seus eleitores tiveram fé.
“Só pode acontecer esse milagre por causa da fé de vocês, por causa crença de vocês. Se vocês não acreditassem, se vocês não tivessem fé, jamais vocês teriam votado para presidente da República no pernambucano que não tem diploma universitário, que só tem um diploma primário e um curso do Senai. Vocês votarem em mim foi um ato de fé, foi um ato de coragem, foi o ato de acreditar que um milagre estava acontecendo no país […] Isso só pode ser feito porque Deus existe. O homem lá de cima falou: ‘Eu vou ajudar os nordestinos através de um nordestino’. E cá estou eu”, declarou o chefe do Executivo.
Mirando as eleições municipais deste ano, Lula tem falado sobre religião com mais frequência, direcionando as falas especialmente ao público evangélico.
Esta não é a 1ª vez que Lula critica o uso de temas religiosos por Bolsonaro. Durante as eleições de 2022, o petista acusou o então presidente de usar o nome de Cristo em vão para “dar sustentação às mentiras que conta”. Também já declarou que o seu antecessor “não acredita em Deus” e utiliza da convicção de seu eleitorado como “peça eleitoral”.
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