Com recorde de casos de dengue, ministra da Saúde diz que letalidade da doença diminuiu

Brasil registra 3,2 milhões de casos prováveis neste ano e 1.385 mortes
Por: Brado Jornal 16.abr.2024 às 15h27 - Atualizado: 16.abr.2024 às 15h28
Com recorde de casos de dengue, ministra da Saúde diz que letalidade da doença diminuiu
Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse nesta terça-feira (16) na Comissão de Assuntos Sociais do Senado que, apesar de o Brasil ter registrado 3,2 milhões de casos prováveis de dengue neste ano –um recorde histórico–, a taxa de letalidade da doença caiu em relação aos índices de 2023.

“Os dados de letalidade mostram uma redução em relação ao ano passado, mas o mais importante para nós é evitar essas mortes”, afirmou a ministra na comissão. Nísia participou da reunião para prestar contas da sua gestão à frente do Ministério.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a taxa de letalidade em casos prováveis está em 0,04% e em casos graves em 4,12% da semana 1 à semana 15 deste ano, ante 0,07% em casos prováveis e 5,50% em casos graves no mesmo período do ano passado.

Apesar da taxa estar menor, além dos índices de casos serem recorde, o número de mortes em 2024 já superou os registros históricos do Ministério da Saúde. São 1.385 mortes confirmadas.


PRESSÃO MENOR NO SENADO

Na comissão, a ministra foi questionada, entre outros assuntos, sobre dados em relação à dengue, ações do governo, vacinação, saúde indígena e aborto. Desde o início da sessão, Nísia foi elogiada por governistas e até independentes. A oposição, no entanto, marcou posição e fez críticas ao trabalho da área da saúde do governo Lula.

A chefe da Saúde enfrenta pressões do Centrão e de alas do próprio PT. No desgaste da imagem da ministra, estão principalmente descontentamentos no repasse de emendas ao Congresso. O Ministério da Saúde é o que tem o maior orçamento da Esplanada dos Ministérios.

Apesar da pressão sobre Nísia, o maior embate na comissão foi com o senador Eduardo Girão (Novo-CE). Girão questionou a ministra sobre quais estudos embasaram a decisão do Ministério da Saúde pela obrigatoriedade da aplicação da vacina contra a covid-19 em crianças de 6 meses a 5 anos.

Nísia respondeu o senador afirmando que a aprovação de vacinas no Brasil é feita pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não pelo Ministério da Saúde. E completou informando que o questionamento não tinha respaldo das principais autoridades científicas do mundo.

“É um desserviço à saúde pública, a quem quer proteger a vida, senador Girão, fazer debates parciais que não tem nenhum respaldo das principais sociedades científicas do Brasil, do mundo e da OMS que colocam em dúvida a vacinação, geram pânico na população e sobretudo geram hospitalizações e mortes”, afirmou.



Fonte: Poder360



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
ACM Neto lidera corrida ao governo da Bahia
Pesquisa Paraná Pesquisas mostra ex-prefeito com 47,8% no cenário estimulado, nove pontos à frente do governador Jerônimo Rodrigues
Mais de 559 mil trabalhadores deixarão de receber o abono salarial em 2026 por causa das novas regras
Mudança reduz gradualmente o teto de renda e deve retirar mais de 4,5 milhões de beneficiários até 2030; economia estimada em quase R$ 25 bilhões
Valdemar reage com surpresa ao áudio de Flávio cobrando Vorcaro
Presidente do PL diz não ter conhecimento da negociação para financiar filme sobre Jair Bolsonaro
Lula lidera numericamente Flávio em novo levantamento Quaest
Presidente aparece com 42% contra 41% do senador em eventual segundo turno; os dois seguem tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
ALBA autoriza empréstimo de R$ 5,49 bilhões ao governo Jerônimo
Deputados aprovam contragarantia estadual para financiamento da Embasa junto à Caixa; recursos vão para obras de saneamento no Novo PAC.
Vazamento de conversa em grupo de WhatsApp revela tensão entre aliados de Bolsonaro
Prints circulam nas redes e expõem debate sobre substituição de Flávio Bolsonaro em meio a desgaste político
Carregando..