Bolsonaro pede para ir a baile latino de apoiadores de Trump nos EUA

Ex-presidente busca liberação de passaporte para comparecer à posse de Donald Trump, com direito a evento VIP no dia 18 de janeiro
Por: Brado Jornal 16.jan.2025 às 09h28
Bolsonaro pede para ir a baile latino de apoiadores de Trump nos EUA
Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), anexando um segundo convite que recebeu para participar de um evento em Washington, dois dias antes da posse de Donald Trump, marcada para 20 de janeiro. Bolsonaro busca a autorização do ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, para viajar aos Estados Unidos, onde pretende comparecer tanto à cerimônia oficial quanto a um baile latino no Omni Hotel, em Washington DC, no dia 18 de janeiro.

Atualmente sem passaporte desde fevereiro de 2024, em razão de uma operação da Polícia Federal, Bolsonaro pede à Corte a liberação temporária do documento para que possa viajar entre 17 e 22 de janeiro.

O convite para o evento, que contará com lideranças latinas aliadas a Trump, como o senador Ted Cruz e o futuro secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, foi anexado ao processo com o argumento de que a presença de Bolsonaro representaria um "ambiente íntimo entre Titãs". Além do evento, Bolsonaro também visa participar da posse presidencial de Trump, agendada para 20 de janeiro.

A posição da Procuradoria-Geral da República (PGR)

No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contrária à liberação do passaporte. Em sua análise, a PGR afirmou não haver "interesse público" na autorização da viagem, destacando que Bolsonaro, em sua condição de ex-presidente investigado, não exerce mais funções que justifiquem sua presença em representações oficiais do Brasil.

A análise do caso ainda está em andamento, e o ministro Alexandre de Moraes aguarda mais documentos da defesa de Bolsonaro sobre o convite de Trump e os eventos que o ex-presidente deseja participar.

A resposta do governo Lula e alternativas

Embora o ex-presidente solicite autorização para viajar como convidado para os eventos, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviará a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, para representar o Brasil na posse de Trump.

O desenrolar da decisão no STF sobre a liberação do passaporte de Bolsonaro será crucial para definir se o ex-presidente poderá, de fato, participar do evento de Trump, ou se o governo buscará outras alternativas para sua representação.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Mensagens apontam proximidade entre Vorcaro e Hugo Motta: “queria estar em Mônaco com você”
Diálogos no celular do ex-banqueiro falam de viagens, camarote e empréstimo de R$ 22 milhões à empresa da cunhada; deputado nega ilícito
Zema diz que vai até o último minuto e descarta desistir da Presidência
Em Ipatinga, candidato do Novo fala em compromisso com o partido, comenta rumores sobre Nikolas e apresenta propostas de trabalho, STF e Petrobras
Ex-sócio cobra Flávio e cita Rolex, festas e lobby com Kassio
Alexandre Santini guarda mensagens, fotos e notas sobre a Kopenhagen da Barra, mimo de R$ 305 mil e interlocução com o gabinete do ministro do STF
PF aponta viagem de R$ 1,8 milhão de Lulinha à aurora boreal paga por lobista
Roberta Luchsinger teria custeado roteiro com famílias pela Suécia, Finlândia e Suíça, com hotel de luxo, esqui, jatinho, chef e mordomo, segundo orçamento encontrado no celular dela
Candidato ao governo da Bahia sofre acidente de carro em Salvador
Ronaldo Mansur (Psol) estava sozinho e voltava de um enterro em Candeias; Samu o levou ao Hospital Ernesto Simões Filho
Da venda da Ebal ao Banco Master, três figuras do poder baiano passam pela mesma história, cada uma em seu compartimento
O conselheiro: Otto Alencar não participou do leilão, mas sua relação com a Ebal vem de antes: presidiu o Conselho de Administração da empresa, cuja atuação também foi examinada pela CPI aberta na Assembleia em 2007
Carregando..