O vereador Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), fez duras críticas à comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT) e alertou para o impacto negativo nas eleições de 2026. Em entrevista à Folha de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira (20), Rousseff afirmou que a forma como o partido se comunica com a população, especialmente com os mais jovens, está desatualizada e pode prejudicar as chances do PT, que tenta reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Se o governo Lula não valorizar atores políticos que sabem mexer com as redes, podemos ter uma derrota eleitoral em todos os níveis", afirmou Rousseff, defendendo que o PT precisa se adaptar à era digital para evitar uma grande derrota nas urnas em 2026. Ele ressaltou a necessidade de uma comunicação mais moderna e direta, que se conecte com os eleitores de forma mais eficaz.
Além de criticar a comunicação do PT, Pedro Rousseff foi alvo de uma correção nas redes sociais. No último domingo (19), ele compartilhou uma postagem falsa sobre a suspensão do TikTok nos Estados Unidos, associando o bloqueio à volta de Donald Trump ao poder. A postagem foi rapidamente corrigida pelos usuários da rede social X, que apontaram que Trump só tomaria posse como presidente no dia seguinte, 20 de janeiro.
O vereador também se posicionou sobre a troca do ministro Paulo Pimenta da Secretaria de Comunicação Social (Secom) por Sidônio Palmeira, ex-publicitário da campanha de Lula. Ele elogiou a mudança, destacando a necessidade de uma comunicação mais direta e acessível, que vá "direto ao ponto", sem discursos ideológicos ou técnicos. Para ele, a população quer saber o que o governo está fazendo para melhorar sua vida, e as redes sociais devem ser a principal plataforma de comunicação.
A crítica à comunicação do PT e a defesa de um discurso menos ideológico são temas também abordados por outros membros do partido. Edinho Silva, prefeito de Araraquara e possível candidato à presidência da legenda, tem defendido um PT "mais aberto" e menos polarizado, com o objetivo de suavizar o discurso e aproximar-se da população.
A comunicação do governo também foi colocada à prova durante a crise do PIX, quando a Receita Federal propôs mudanças na fiscalização do sistema de pagamentos. A reação nas redes sociais foi rápida, e o governo teve que recuar em sua decisão. A crise evidenciou a importância de uma comunicação mais eficiente e alinhada, e o presidente Lula deu um papel de destaque ao novo ministro da Secom, Sidônio Palmeira, para coordenar melhor as ações de comunicação entre o Planalto e os ministérios.
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