Gilmar Mendes afirma que denúncia contra Bolsonaro é mais grave que o Mensalão

Ministro do STF classificou investigação da PF como "exemplar" e defendeu a validade da delação de Mauro Cid, destacando que está baseada em fatos concretos
Por: Brado Jornal 26.fev.2025 às 09h36
Gilmar Mendes afirma que denúncia contra Bolsonaro é mais grave que o Mensalão
Antônio Cruz/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou nesta terça-feira (25) que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é mais grave do que o escândalo do Mensalão, que envolveu corrupção no governo Lula em 2005. A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal é de tentativa de golpe de Estado, incluindo planos para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, além de outros membros do governo.

Mendes destacou que, enquanto o Mensalão envolvia corrupção, a acusação contra Bolsonaro é ainda mais séria, envolvendo tentativas de matar altas autoridades e promover uma intervenção no governo. O ministro classificou o trabalho da Polícia Federal como “exemplar”, frisando que as investigações, incluindo a delação do tenente-coronel Mauro Cid, estão baseadas em fatos concretos e não em suposições.

O decano da Corte também se referiu ao acordo de delação premiada de Mauro Cid, um dos principais envolvidos na investigação, afirmando que ele está "lastreado em fatos". Segundo Mendes, as contradições apresentadas por Cid durante seu depoimento são resolvidas à luz de provas já conhecidas, o que fortalece a credibilidade da colaboração.

Gilmar Mendes comentou ainda que não vê possibilidade de anulação do acordo de delação de Cid, e que os pedidos de suspeição e impedimento de ministros do STF, como Cristiano Zanin e Flávio Dino, não devem prosperar. Para o ministro, o direito à ampla defesa dos acusados é essencial, mas as tentativas de contestar a imparcialidade dos julgadores não são fundamentadas.

Em relação aos pedidos de anulação da delação de Cid, a defesa de Bolsonaro já declarou que o ex-presidente acredita que o depoimento do ex-ajudante de ordens foi obtido sob pressão, acusando Moraes de tortura psicológica. A investigação segue em andamento, com mais de 30 pessoas sendo denunciadas por envolvimento no suposto plano de golpe.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Vorcaro avalia delação premiada e prefere negociar diretamente com a PF
Após segunda prisão na Operação Compliance Zero, banqueiro considera colaboração que exigiria mudança parcial na defesa; PGR é vista como menos receptiva ao acordo
Bahia vira sobre o Vitória com brilho de Jean Lucas e conquista o Baianão 2026
Meia marca dois gols decisivos na final e garante o 51º título estadual ao Tricolor de Aço em jogo emocionante no Barradão
Tenente-coronel da PM baiana é exonerado após manifestar apoio a ACM Neto
Governo de Jerônimo Rodrigues afasta chefe do Departamento de Educação Física da corporação dias após vídeo em que ele pede vitória do pré-candidato oposicionista
Trump reúne líderes latino-americanos em Miami para discutir narcotráfico
Encontro "Escudo das Américas" exclui Lula e Petro; foco em cartéis e segurança regional, com expectativa de futura expansão da aliança
Site especula que ACM Neto possa retirar João Roma da chapa por ligação com escândalo do Master
Pré-candidato ao Senado, presidente do PL na Bahia é ligado a sócio de Daniel Vorcaro; hipótese ganha força após convocações na CPI e risco de desgaste para campanha oposicionista
Conafer, investigada por desvio de R$ 640 milhões do INSS, acumula dívida de R$ 560 mil com a União
Entidade tem 21 inscrições em dívida ativa federal; montante desviado veio de descontos indevidos em benefícios previdenciários entre 2022 e 2025, com repasses majoritários para empresas de fachada
Carregando..