Parlamentares dos EUA pedem sanções contra Alexandre de Moraes e "cúmplices"

Deputados americanos exigem a aplicação da Lei Magnitsky para punir Moraes e outras autoridades brasileiras por supostas violações de direitos humanos
Por: Brado Jornal 21.mar.2025 às 09h55
Parlamentares dos EUA pedem sanções contra Alexandre de Moraes e
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma carta enviada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por deputados republicanos tem gerado polêmica. Maria Elvira Salazar e Rich McCormick estão pressionando o governo americano a estender as sanções já discutidas contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, para incluir outros “cúmplices” do magistrado. Na correspondência, eles afirmam que mais autoridades brasileiras devem ser atingidas por proibições de vistos e sanções econômicas. O objetivo é punir aqueles envolvidos em ações que, segundo os parlamentares, teriam violado princípios democráticos e direitos humanos no Brasil.

A carta, que faz uso da Lei Magnitsky, sugere que medidas decisivas sejam tomadas contra Moraes e outras figuras do governo brasileiro que teriam apoiado decisões controversas. A proposta é que o Departamento de Estado dos EUA defina quais autoridades serão incluídas na lista de alvos da lei, que proíbe a entrada de indivíduos nos Estados Unidos e impede transações financeiras com empresas e cidadãos americanos.

A Lei Magnitsky, que foi implementada na administração de Barack Obama, permite que os EUA imponham sanções a pessoas acusadas de violar direitos humanos. A aplicação da lei contra Moraes foi sugerida por Elon Musk, dono da plataforma X e atual chefe do Departamento de Eficiência Governamental dos EUA, em um contexto de crescente tensão entre as duas nações.

A carta destaca que a presença de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, após um pedido de apreensão de passaporte negado pelo STF, demonstra o que eles consideram como uma “ameaça crescente” de Moraes para a democracia brasileira e para os interesses dos Estados Unidos. A solicitação de apreensão de passaporte de Eduardo Bolsonaro, que estava em viagem aos EUA, gerou grande repercussão política, e o deputado decidiu permanecer no país por temer retaliações.

Essa medida e os pedidos de sanções ampliam a discussão sobre as relações entre os Estados Unidos e as autoridades brasileiras, especialmente com a crescente atuação do STF e a repercussão das decisões de Moraes.



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