Operação da PF mira INTS, que mantém contratos de quase R$ 1 bilhão com governo da Bahia

A Operação Dia Zero, conduzida em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), apura possíveis irregularidades em contratos do INTS com diversos órgãos públicos
Por: Brado Jornal 13.jun.2025 às 10h24
Operação da PF mira INTS, que mantém contratos de quase R$ 1 bilhão com governo da Bahia
Crédito: Ascom Saeb

A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira (12.jun.2025), a Operação Dia Zero, que investiga irregularidades envolvendo o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS) em contratos com entes públicos. Na Bahia, a organização social possui cinco contratos ativos com o governo estadual, totalizando R$ 879,7 milhões, conforme dados do Portal da Transparência da Bahia. Desse valor, mais de R$ 100 milhões já foram pagos.

Detalhes dos contratos

O maior contrato do INTS com o governo baiano, no valor de R$ 857 milhões, foi firmado com a Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) para gestão do Planserv, o plano de saúde dos servidores públicos. Assinado em 20 de junho de 2024, o acordo tem validade até 20 de junho de 2029. Os outros quatro contratos, também sob investigação, reforçam a expressiva relação financeira entre o INTS e o estado.

Operação e contexto em Salvador

A Operação Dia Zero, conduzida em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), apura possíveis irregularidades em contratos do INTS com diversos órgãos públicos. Em Salvador, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que o contrato com o INTS, alvo da investigação, foi encerrado em 2019, com vigência entre 16 de outubro de 2013 e 12 de outubro de 2019. A pasta esclareceu que o servidor público investigado era, à época, gestor fiscal do contrato e é concursado da administração municipal.

Posicionamento oficial

A SMS reiterou seu compromisso com a transparência e a legalidade, afirmando estar à disposição das autoridades para fornecer documentos e esclarecimentos necessários. “A Secretaria mantém seu respeito às instituições e à ética na gestão pública”, diz a nota oficial. A operação da PF destaca a necessidade de maior rigor na fiscalização de contratos com organizações sociais, em um momento de crescente escrutínio sobre a gestão de recursos públicos.




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