Bolsonaro enfrenta prazo para justificar descumprimento de restrições impostas por Moraes

Defesa do ex-presidente responde ao STF e pede esclarecimentos sobre proibições
Por: Brado Jornal 23.jul.2025 às 10h46
Bolsonaro enfrenta prazo para justificar descumprimento de restrições impostas por Moraes
Foto: Evaristo SA / AFP
A equipe jurídica de Jair Bolsonaro (PL) tinha até as 21h13 de terça-feira (22.jul.2025) para responder ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a violação da proibição de uso de redes sociais, incluindo publicações feitas por terceiros. A restrição foi imposta na sexta-feira (18.jul), junto a outras medidas, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Na noite de terça-feira, os advogados de Bolsonaro enviaram a resposta ao STF, negando o descumprimento das determinações e solicitando esclarecimentos sobre o alcance das restrições. O prazo de 24 horas começou a contar às 21h13 de segunda-feira (21.jul), após o advogado Celso Villardi, defensor do ex-presidente, receber notificação via WhatsApp por um oficial de Justiça do STF.

Na tarde de segunda-feira (21.jul), durante visita à Câmara dos Deputados, Bolsonaro exibiu a tornozeleira eletrônica, e as imagens foram amplamente compartilhadas em perfis de redes sociais e por jornalistas.

Bolsonaro enfrenta acusações no STF de tentar promover um golpe de Estado no Brasil após a derrota nas eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As medidas determinadas contra ele incluem:

  • Uso de tornozeleira eletrônica;
  • Recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 6h, de segunda a sexta-feira, e integral em fins de semana e feriados;
  • Proibição de se aproximar ou acessar embaixadas e consulados estrangeiros;
  • Proibição de contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;
  • Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por terceiros;
  • Proibição de contato com Eduardo Bolsonaro e investigados dos quatro núcleos da trama golpista.
Em 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, alegando que a medida era uma resposta à “perseguição” contra Bolsonaro. Trump exigiu o fim da “caça às bruxas” contra seu aliado. O governo Lula classificou a ação como uma interferência externa em processos legais de um país democrático.


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