Política Urgente

Bolsonaro recebe alta após diagnóstico de câncer de pele em Brasília

Altamente tratável, oferece grande chance de cura após remoção cirúrgica e acompanhamento médico, como no caso de Bolsonaro.
Por: Brado Jornal 17.set.2025 às 14h40 - Atualizado: 17.set.2025 às 22h40
Bolsonaro recebe alta após diagnóstico de câncer de pele em Brasília
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o Hospital DF Star, em Brasília, nesta quarta-feira (17.set.2025), às 13h44, após ser diagnosticado com carcinoma de células escamosas “in situ”, um câncer de pele em estágio inicial. Internado na terça-feira (16.set) com sintomas como tontura, vômitos, queda de pressão arterial e pré-síncope, ele apresentou melhora clínica e da função renal após hidratação e tratamento medicamentoso por via endovenosa, conforme boletim médico.

No domingo (14.set), Bolsonaro passou por cirurgia para retirada de oito lesões cutâneas, e o laudo anatomopatológico confirmou a presença do carcinoma “in situ” em duas delas. Segundo o médico Claudio Birolini, chefe da equipe cirúrgica, esse tipo de câncer, restrito à epiderme (camada superficial da pele), não indica disseminação e foi completamente removido. “Embora seja um câncer de pele que pode evoluir para quadros mais graves, o caso do ex-presidente está controlado, exigindo apenas acompanhamento clínico e reavaliações periódicas”, afirmou Birolini.

Assinado por Claudio Birolini (cirurgião), Leandro Echenique (cardiologista), Guilherme Meyer (diretor médico) e Allisson Barcelos Borges (diretor-geral do Hospital DF Star), o boletim detalha que Bolsonaro chegou ao hospital desidratado, com frequência cardíaca elevada, anemia persistente e elevação de creatinina, indicando alteração renal. Uma ressonância magnética do crânio, realizada para investigar as tonturas, não revelou alterações agudas. O documento destaca que o câncer de pele diagnosticado não requer tratamento adicional, apenas monitoramento regular.

O carcinoma de células escamosas “in situ” é um tipo comum de câncer de pele, confinado à epiderme, sem invasão de camadas mais profundas. Altamente tratável, oferece grande chance de cura após remoção cirúrgica e acompanhamento médico, como no caso de Bolsonaro.

Cumprindo prisão domiciliar desde 4 de agosto, Bolsonaro chegou ao hospital às 16h10 de terça-feira (16.set), escoltado por três viaturas da Polícia Penal e um helicóptero. A internação, autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, respeitou as medidas cautelares, com a defesa obrigada a informar a Corte em até 24 horas (decisão judicial: PDF – 118 kB). Esta foi a segunda ida de Bolsonaro ao DF Star em poucos dias, após a cirurgia de domingo para retirada das lesões.

Desde o atentado de 6 de setembro de 2018, quando foi esfaqueado em Minas Gerais, Bolsonaro realizou 11 cirurgias, sete delas ligadas ao ferimento abdominal. O ataque, cometido por Adélio Bispo de Oliveira (absolvido em 2019 por inimputabilidade), resultou em complicações como suboclusão intestinal, diagnosticada em 2021. Recentemente, em 11 de setembro, o ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, contexto que intensifica a atenção sobre sua saúde e deslocamentos.



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