Prisão de Bolsonaro não deve abalar laços econômicos Brasil-EUA, avaliam empresários

Departamento de Estado critica detenção e encerra período de silêncio sobre o caso
Por: Brado Jornal 24.nov.2025 às 09h56
Prisão de Bolsonaro não deve abalar laços econômicos Brasil-EUA, avaliam empresários
Ilustração de um homem de terno, segurando uma maleta com a bandeira do Brasil, indo ao Capitólio dos EUA • Ilustração feita por IA
Executivos de setores que exportam para os Estados Unidos acreditam que a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não vai interferir nas relações comerciais bilaterais sobretudo depois que Washington decidiu excluir diversos produtos agrícolas brasileiros da nova rodada de tarifas de 40%.

Em julho, ao anunciar a taxação de parte das importações brasileiras, a Casa Branca havia criticado abertamente o processo judicial contra Bolsonaro. Nos últimos meses, o governo americano também aplicou sanções a autoridades brasileiras, com destaque para o ministro Alexandre de Moraes, relator das ações contra o ex-presidente no STF.

Apesar disso, o setor privado mantém otimismo. O diretor-executivo do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Antônio Matos, um dos maiores beneficiados pela recente flexibilização tarifária, afirmou à CNN:

“Veja a relação dos Estados Unidos com a Colômbia… muito mais complicada e nada mudou para as tarifas. Então vejo que temos que tomar cuidados, sim, mas na questão das tarifas o foco está na pauta econômica e na negociação, ou seja as contrapartidas econômicas concretas aos Estados Unidos.”

Outro executivo de um segmento igualmente contemplado pela redução das tarifas, falando sob condição de anonimato, foi ainda mais direto: o risco de retaliação comercial é “zero”.No sábado (22), o vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, usou suas redes sociais para classificar a prisão preventiva de Bolsonaro como “provocativa e desnecessária”, marcando o fim da chamada “trégua” dos Estados Unidos nas críticas ao andamento do processo no Brasil.

Questionado por jornalistas no mesmo dia sobre a detenção do ex-presidente, Donald Trump respondeu de forma breve: “É uma pena, uma pena, eu só acho que é uma pena.”


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