Presidente do Instituto Voto Legal permanece foragido após decretação de prisão

Ministro Alexandre de Moraes determina medidas preventivas contra dez condenados na trama golpista após fuga frustrada de Silvinei Vasques
Por: Brado Jornal 29.dez.2025 às 09h50
Presidente do Instituto Voto Legal permanece foragido após decretação de prisão
CNN/Reprodução
Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL), continua foragido desde que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou sua prisão preventiva no sábado (27). A medida foi adotada "de ofício", sem solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal (PF), com o intuito de impedir novas tentativas de evasão por parte de condenados.

A decisão veio logo após a captura do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, no Paraguai, na madrugada de sexta-feira (26). Informações iniciais apontam que Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica, dirigiu de Santa Catarina até o país vizinho e foi detido ao tentar embarcar para El Salvador com documentos falsos, pela imigração paraguaia.

Como ação preventiva, Moraes expediu dez mandados de prisão no sábado (27), dos quais nove foram cumpridos. Apenas Rocha não foi localizado. Além da prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, os alvos receberam medidas cautelares adicionais, incluindo proibição de uso de redes sociais, contato com outros investigados, entrega de passaportes e suspensão de porte de arma.

Rocha foi condenado a sete anos e seis meses de reclusão em regime inicial semiaberto, além de multa, por dois crimes: organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Absolvido de outras três acusações entre as cinco apresentadas pela PGR, ele teve participação reconhecida na elaboração e disseminação de relatório falso sobre supostas irregularidades nas urnas eletrônicas, usado para questionar o resultado das eleições de 2022.

De acordo com fontes da PF, agentes contataram o advogado de Rocha, que informou ter falado com o cliente. Em nota, a defesa declarou: “A sua defesa técnica foi informada pela Polícia Federal que havia mandado de prisão domiciliar e outras medidas ainda pela manhã. Ao tentar contato com Carlos Rocha, ele nos telefonou, informou que havia mudado de endereço, não declinou o novo e encerrou a chamada.” A equipe jurídica comunicou o fato à PF, e Rocha passou a ser considerado foragido.


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