O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o processo eleitoral de 2026.
Essa será a primeira ocasião em que um integrante das cortes superiores nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) liderará a Corte responsável pelas eleições no país.
Indicado por Bolsonaro em 2020 para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Celso de Mello no STF, Nunes Marques passou pela sabatina no Senado e tomou posse em novembro daquele ano, tornando-se o primeiro nome escolhido pelo então presidente a integrar a Suprema Corte.
Posteriormente, em 2021, Bolsonaro indicou André Mendonça, que também integrou o tribunal.
O TSE é formado por sete ministros: três provenientes do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas indicados pelo STF.
Os mandatos duram dois anos, com possibilidade de recondução em alguns casos.
Atualmente, tanto Nunes Marques quanto Mendonça — ambos indicados por Bolsonaro ao STF — atuam como membros efetivos da Corte Eleitoral.
A atual presidente do TSE, a ministra Cármen Lúcia, encerra seu mandato em maio de 2026. Com isso, o vice-presidente Nunes Marques assumirá automaticamente a liderança, coordenando as eleições marcadas para outubro daquele ano (primeiro turno em 4 de outubro e eventual segundo turno em 25 de outubro).
Como chefe do TSE, ele terá a responsabilidade de supervisionar todo o pleito, desde a organização da logística das urnas eletrônicas até o julgamento de registros de candidaturas, passando pela fiscalização de irregularidades e pelo combate à desinformação, com autoridade para adotar medidas urgentes. Tradicionalmente, o presidente da Corte faz pronunciamentos públicos antes do pleito, veiculados em rádio, TV e internet.O contexto das eleições de 2026 envolve forte polarização, com possíveis candidaturas ligadas ao ex-presidente Bolsonaro, que está preso por condenação relacionada a trama golpista, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), além de nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Do outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinaliza intenção de buscar a reeleição.
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