A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), autora do pedido que resultou na quebra de sigilos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou em entrevista ao SBT News que a CPMI do INSS está prestes a revelar um esquema de grandes proporções envolvendo fraudes em empréstimos consignados e descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas.
Segundo ela, a investigação avança especialmente no caso do Banco Master em 2026, mas o problema se estende a diversas outras instituições financeiras, possivelmente até 21 bancos, além de entidades associativas, igrejas e templos que teriam atuado na captação irregular de beneficiários para descontos indevidos.
“Essa comissão representa uma nova fase para as CPIs no Congresso: ela vai entregar resultados concretos, atingindo figuras de esquerda e direita, e vários governos passados”, declarou a senadora. Ela classificou o caso do Banco Master como “o maior escândalo de tráfico de influência do mundo” e previu consequências graves: “A CPMI do INSS vai colocar muita gente na cadeia”.
Damares relatou pressões intensas vindas de lobistas de bancos, templos religiosos e políticos de diferentes espectros.
Ela mencionou que a Febraban teria alertado a comissão sobre riscos de “apagão no sistema financeiro” caso as investigações prosseguissem, embora a entidade tenha negado qualquer interferência em nota oficial, afirmando apoiar os trabalhos e combater irregularidades no consignado desde 2020, com mais de 2 mil punições aplicadas.
A parlamentar destacou também o envolvimento de igrejas no esquema, revelando que pastores teriam pedido para evitar investigações a fim de não “decepcionar os fiéis”.
Além disso, alertou para possíveis impactos políticos no Distrito Federal, onde o caso pode gerar desconfiança em relação a mandatos atuais, incluindo aliados como o governador Ibaneis Rocha.
Parte dos documentos sigilosos, como mensagens de WhatsApp, SMS e dados bancários de Vorcaro, chegou ao Senado recentemente, mas foi colocada sob sigilo máximo por decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, e trancada na presidência da Casa, sob responsabilidade de Davi Alcolumbre.
A comissão planeja recorrer para retomar o acesso ao material no retorno dos trabalhos legislativos.
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