A primeira pesquisa AtlasIntel do ano, divulgada nesta quarta-feira (21), indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém liderança confortável nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2026.
Realizado entre 15 e 20 de janeiro, o levantamento ouviu 5.418 eleitores por meio de formulários online, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%.
Registrada no TSE sob o protocolo BR-02804/2026, a sondagem testou múltiplos cenários estimulados no primeiro turno e oito simulações de segundo turno.
No primeiro turno, Lula oscila entre 48% e 49% em todos os cenários em que participa, aproximando-se da maioria absoluta.
Em um cenário sem nomes da família Bolsonaro ou Tarcísio de Freitas, o petista chega a 48,8%, com Ronaldo Caiado (União Brasil) em segundo com 15,2%. Quando Flávio Bolsonaro (PL) entra na disputa, o senador obtém 35% (cenário sem Tarcísio), reduzindo a vantagem de Lula para cerca de 14 pontos.
Em teste com Flávio e Tarcísio juntos, Lula tem 48,4%, Flávio 28% e Tarcísio 11%.
Outros cenários destacam Michelle Bolsonaro (PL) com 30,9% em disputa direta com Lula (48,2%), e Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 28,4% quando isolado.
Nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema (Novo) e Ratinho Junior (PSD) ficam abaixo de 15% na maioria das simulações, com brancos, nulos e indecisos variando entre 1,5% e 9,5%.
No segundo turno, Lula vence todos os confrontos simulados por margens de 4 a 10 pontos. Contra Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro ou Tarcísio de Freitas, o petista tem 49% contra 45% dos opositores (brancos/nulos/não sabem: 6%).
Em duelos com Jair Bolsonaro (PL), o placar é 49% a 46%. Contra governadores como Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou Ratinho Junior, Lula chega a 49% contra 39%, com rejeição mais alta entre indecisos.
Eduardo Leite (PSD) aparece com desempenho mais fraco: 48% para Lula contra 23% do gaúcho.
A rejeição (percentual que “não votaria de jeito nenhum”) reforça a polarização: Jair Bolsonaro lidera com 50%, seguido de perto por Lula (49,7%). Flávio Bolsonaro tem 47,4%, Michelle 44,9% e Tarcísio 41,1%, o menor índice entre os principais nomes da direita.
Outros como Ciro Gomes (43,4%), Romeu Zema (42,1%) e Eduardo Leite (41,7%) também registram rejeição elevada.
A pesquisa aponta avanço de Flávio Bolsonaro em comparação com levantamentos de dezembro de 2025, quando ele aparecia com percentuais menores em cenários semelhantes. Lula mantém estabilidade na liderança, apesar da alta rejeição, o que sugere resiliência da base petista mesmo em um contexto de desafios econômicos e políticos.
A sondagem destaca que, sem um nome unificado da direita, a fragmentação beneficia o petista, aproximando-o de uma vitória no primeiro turno em alguns cenários.
O levantamento, feito em parceria com a Bloomberg, reflete o momento inicial do ano eleitoral, com candidaturas ainda não consolidadas.
Especialistas observam que pesquisas dessa fase capturam tendências, mas podem mudar com eventos como convenções partidárias, alianças e desempenho econômico.
O tema ganha relevância em meio ao debate sobre sucessão no bolsonarismo, com resistências internas a Flávio e preferências por Tarcísio ou Michelle em setores conservadores.
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