Jorginho Mello sanciona lei que proíbe banheiros neutros em escolas de Santa Catarina

Governador assina norma que obriga separação por sexo em banheiros, vestiários e dormitórios de instituições de ensino, com multas de até R$ 10 mil por descumprimento e justificativa de maior segurança e tranquilidade para famílias
Por: Brado Jornal 26.jan.2026 às 20h34
Jorginho Mello sanciona lei que proíbe banheiros neutros em escolas de Santa Catarina
Roberto Zacarias/Governo de Santa Catarina
O governador Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, sancionou nesta segunda-feira (26 de janeiro de 2026) uma nova legislação que obriga todas as instituições de ensino do estado, públicas e privadas, abrangendo desde a educação infantil até o superior, a manterem banheiros e vestiários exclusivamente separados por sexo biológico masculino e feminino.

A norma expressamente veta a instalação ou o uso de banheiros, vestiários e dormitórios de gênero neutro ou unissex em qualquer unidade escolar. Em caso de descumprimento, as instituições serão notificadas e terão 45 dias para regularizar a situação; após esse prazo, poderão ser aplicadas multas de até R$ 10 mil.

O chefe do Executivo estadual defendeu a medida como forma de assegurar um ambiente escolar mais seguro, organizado e previsível, trazendo tranquilidade às famílias e segurança jurídica às escolas, com regras claras que priorizam o respeito mútuo entre os alunos.O projeto de lei foi de autoria do deputado Alex Brasil (PL), aprovado recentemente pela Assembleia Legislativa. Ele comemorou a sanção, destacando que Santa Catarina se posiciona como pioneira ao eliminar o que chamou de “cotas ideológicas” no estado.

A sanção ocorre no mesmo contexto de outras iniciativas recentes do governador, como a proibição de cotas raciais em universidades estaduais e em instituições privadas que recebem recursos públicos, com multas elevadas (até R$ 100 mil por edital descumprido) e risco de suspensão de verbas.

A deputada Luciane Carminatti (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alesc, manifestou forte oposição e anunciou que acionou o Ministério Público Federal contra a lei, argumentando que ela representa retrocesso em políticas afirmativas que ampliaram o acesso ao ensino superior para grupos vulneráveis.    


📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Deputado critica Rui Costa por demora em obras na BR-324
Paulo Azi cobra promessas não cumpridas na rodovia e destaca fracasso da concessão iniciada em 2009
Real Time Big Data mostra Renan Santos em alta na corrida presidencial
Candidato do Partido Missão registra 9% das intenções de voto em levantamento nacional, com alta de três pontos percentuais
Flávio conversa com Ciro Nogueira e marca encontro em última tentativa de aliança
Senador bolsonarista busca apoio da federação PP-União Brasil para sua pré-candidatura à Presidência e oferece vice
França proíbe redes sociais para menores de 15 anos e reforça tendência mundial
País europeu se junta a Austrália e Indonésia; outros adotam limites de idade ou verificação parental
Wagner confirma chance de Lula na convenção estadual do PT
Senador baiano diz que presidente ainda não tem decisão final sobre presença no evento
Governo afrouxa regras e libera R$ 536 milhões ao estado de Alcolumbre
Medida destrava empréstimo para o Amapá
Carregando..