Lula publica nota em memória às vítimas do Holocausto após acusação de antissemitismo por Flávio Bolsonaro

Presidente da República divulga mensagem oficial no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, reafirmando repúdio ao antissemitismo e condenando o nazismo, em resposta indireta às declarações do senador em Israel
Por: Brado Jornal 28.jan.2026 às 07h05
Lula publica nota em memória às vítimas do Holocausto após acusação de antissemitismo por Flávio Bolsonaro
Arquivo Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota oficial nesta terça-feira (27 de janeiro de 2026), data em que se comemora o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, reafirmando o repúdio do Brasil ao antissemitismo e à negação do genocídio nazista.

Na mensagem publicada nas redes sociais e no site oficial do Planalto, Lula destacou que o Holocausto representa uma das maiores tragédias da história da humanidade, com seis milhões de judeus assassinados de forma sistemática pelo regime nazista. O texto enfatiza a importância de preservar a memória das vítimas para combater o ódio, o preconceito e qualquer forma de discriminação, afirmando que “negar ou relativizar o Holocausto é crime contra a consciência humana”.

A nota ressalta o compromisso histórico do Brasil com os direitos humanos, a tolerância e a convivência pacífica entre os povos, e condena veementemente qualquer manifestação de antissemitismo, xenofobia ou racismo. O presidente lembrou que o país abriga uma das maiores comunidades judaicas da América Latina e que sempre defendeu o diálogo e a coexistência entre diferentes religiões e culturas.

A publicação ocorre um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter classificado Lula como antissemita durante agenda em Israel, citando declarações passadas do presidente brasileiro sobre o conflito em Gaza e o que o parlamentar considera um padrão de hostilidade ao Estado de Israel e à comunidade judaica. Flávio fez a acusação em meio a eventos de comemoração do Dia do Holocausto em Jerusalém, reforçando o apoio do bolsonarismo ao governo israelense.



A nota de Lula não menciona diretamente o senador ou as acusações, mas é interpretada por aliados do governo como resposta indireta às críticas. O Palácio do Planalto evitou confrontos públicos sobre o episódio, optando por manter o foco na memória histórica e nos valores democráticos.

A mensagem presidencial reforça a posição tradicional da diplomacia brasileira de condenação ao nazismo e de apoio à luta contra o antissemitismo, ao mesmo tempo em que mantém a crítica às ações militares de Israel em Gaza, tema que gerou atritos com o governo israelense desde fevereiro de 2024.


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