Na última terça-feira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que a Nicarágua se encontra sob um regime ditatorial, em resposta direta à decisão do presidente Daniel Ortega de encerrar as eleições no país. A declaração reforça a visão de que a medida revela a verdadeira face autoritária do governo nicaraguense e exige uma reação coordenada da comunidade global.
Rubio destacou que os nicaraguenses têm o direito de selecionar seus líderes por meio de processos democráticos. Ele conclamou as nações a se unirem para mostrar ao casal Murillo-Ortega que relações normais com outros países não serão mantidas enquanto os princípios democráticos do hemisfério forem desrespeitados.
Daniel Ortega, que governa a Nicarágua desde 2007, anunciou no domingo anterior que não haverá mais eleições. Segundo ele, opositores aguardam oportunidades para vencer e se beneficiar de recursos públicos, como os destinados às escolas. O líder deixou claro que pleitos não ocorrerão mais, a fim de impedir que grupos tentem tomar o controle do governo por essa via.
Ortega também informou que a Assembleia Nacional deve aprovar leis para criar um “muro” ou bloqueio contra o que chamou de golpistas e traidores da pátria.
Há anos, críticos e opositores acusam o governo de irregularidades em processos eleitorais anteriores e de restrições às liberdades civis. A posição de Rubio surge em meio a esse cenário de tensões crescentes entre o regime de Manágua e a comunidade internacional.
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