O ministro Camilo Santana revelou, nesta quinta-feira (26), durante visita à comunidade Sahu-Apé, no Amazonas, o plano de expansão da rede escolar indígena. Ele destacou a importância de corrigir desigualdades históricas: “O Brasil ainda tem uma dívida muito grande com os povos originários”.
O investimento totaliza R$ 785 milhões e integra o Eixo Educação, Ciência e Tecnologia do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que em 2026 incluiu explicitamente a construção e ampliação de unidades em áreas indígenas.
As escolas serão projetadas com respeito às tradições, ao modo de vida e à organização territorial de cada povo, evitando padrões urbanos padronizados. O foco é oferecer ambientes dignos para o ensino, o aprendizado e o lazer, preservando a identidade cultural das comunidades.
A distribuição prioriza a região Norte: Amazonas terá 27 unidades, Roraima 23 e Amapá 17. Outros estados beneficiados incluem Acre (2), Alagoas (1), Bahia (4), Ceará (2), Maranhão (11), Mato Grosso (8), Mato Grosso do Sul (6), Pará (7), Pernambuco (1), Rio Grande do Sul (1) e Tocantins (3).
A escolha dos locais resultou de análise técnica detalhada, considerando população indígena e demandas específicas de cada território. O processo envolveu articulação com os estados via sistema TransfereGov, avaliação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e agora avança para a fase de execução pela Caixa Econômica Federal.
A iniciativa representa um avanço significativo na redução das disparidades educacionais enfrentadas pelas populações tradicionais no país.
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