A saída de Romeu Zema do governo de Minas Gerais, anunciada no domingo (22), para dedicar-se integralmente à pré-campanha presidencial pelo partido Novo, trouxe novo fôlego à candidatura de seu colega de legenda José Carlos Aleluia ao Palácio de Ondina, na Bahia.
Mesmo com números ainda modestos nas pesquisas, tanto Zema quanto Aleluia reafirmam que manterão suas respectivas trajetórias. Eles argumentam que o cenário eleitoral de 2026 ainda está em fase inicial e que a abertura da propaganda na televisão tende a provocar grandes variações nas intenções de voto.
Em entrevista concedida nesta segunda-feira (23.mar), José Carlos Aleluia explicou que o Novo pretende seguir com Romeu Zema na corrida ao Planalto e, simultaneamente, lançar uma forte nominata de candidatos a deputado federal e estadual para acompanhar a campanha.
Essa postura afasta de vez os boatos de que Aleluia poderia abrir mão da candidatura própria em nome de uma suposta unidade da oposição contra o PT na Bahia. “Está fora do meu radar isso”, afirmou o pré-candidato. “Meu radar está em disputar a eleição, fazer bancada e tentar ir para o segundo turno.”
Aleluia demonstrou tranquilidade com os números recentes. Ele aparece com cerca de 3% das intenções de voto, patamar superior ao que esperava — entre 1% e 1,5%. “Oito anos atrás Zema não tinha o que eu tenho hoje, era muito menos conhecido”, comparou. O pré-candidato destacou que ainda não viaja intensamente nem realiza atos de campanha, concentrando esforços na imprensa e nas redes sociais, o que já lhe rendeu visibilidade além do previsto.
Para ele, é prematuro falar em alianças ou desistências. “Está muito cedo para isso. Em campanha, sobretudo quando abre o período de televisão, você tem normalmente uma flutuação muito grande dos candidatos”, ponderou.
A renúncia de Zema ocorreu em meio a críticas ao governo federal e reforça a estratégia do Novo de apresentar candidaturas próprias tanto na disputa presidencial quanto nos estados. Na Bahia, o movimento é visto internamente como positivo para dar maior projeção ao nome de José Carlos Aleluia, que busca se consolidar como uma alternativa liberal ao PT e às demais forças de oposição já consolidadas, como a de ACM Neto (União Brasil).
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