PF identifica críticas de Monark a eleições e a Moraes em vídeos no TikTok

Relatório da corporação enviado ao STF destaca questionamentos do influenciador sobre urnas e decisões judiciais sem formalizar indiciamento
Por: Brado Redação 29.abr.2026 às 16h40
PF identifica críticas de Monark a eleições e a Moraes em vídeos no TikTok
Foto: Divulgação

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um relatório em que aponta que o influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, questionou repetidamente a lisura do processo eleitoral brasileiro e a atuação do ministro Alexandre de Moraes em vídeos publicados no TikTok.

O documento foi entregue nesta quarta-feira (29) ao próprio Moraes, no âmbito de inquérito que investiga suposta desobediência a ordens judiciais pelo influenciador. A PF analisou 428 vídeos enviados pela própria plataforma desde 2023.

Nos conteúdos, gravados durante podcasts, Monark faz referências constantes ao Supremo Tribunal Federal, ao Tribunal Superior Eleitoral e ao sistema de urnas eletrônicas. Ele menciona supostas irregularidades, censura e abuso de poder por parte de autoridades.

De acordo com o relatório, o influenciador sugere que os Estados Unidos, possivelmente por meio da CIA, teriam atuado junto a Moraes para interferir nas eleições de 2022, após a derrota de Jair Bolsonaro. Monark apresenta essas ideias como deduções pessoais e reconhece explicitamente a ausência de provas concretas de manipulação das urnas.

A corporação conclui que os vídeos revelam um padrão de declarações públicas em que Monark contesta a confiabilidade das urnas eletrônicas, a legitimidade do processo eleitoral e as decisões do TSE e do STF, com foco especial nas medidas adotadas por Alexandre de Moraes.

Apesar do teor do relatório, a PF não indiciou o influenciador neste momento, tratando-se apenas de análise das informações anexadas ao inquérito.

O inquérito foi aberto após os atos de 8 de janeiro de 2023 e já teve prazo prorrogado por mais 60 dias, conforme decisão de Moraes na semana passada. Entre as medidas judiciais já adotadas estão bloqueios de perfis e pedidos de dados cadastrais em diversas plataformas, incluindo a Rumble, que teve sua operação proibida no Brasil por ordem do ministro.



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