Após a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, integrantes do governo federal iniciaram uma análise interna para identificar possíveis traições na votação secreta realizada nesta quarta-feira no Senado.
O nome do advogado-geral da União foi recusado por 42 votos contra e apenas 34 a favor, em um desfecho inédito desde 1894, no governo Floriano Peixoto.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, auxiliares de Lula concentram suspeitas sobre a bancada do MDB, uma das maiores da Casa com nove senadores. O partido já integrou o governo com três ministérios e era considerado aliado, mas teria contribuído para o resultado negativo.
Lideranças governistas acreditam que parte dos emedebistas votou contra Messias na votação secreta por insatisfação com a escolha do indicado, preferindo outro nome para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
A desconfiança ganhou força porque o MDB não teria se articulado de forma unânime a favor do indicado, apesar do histórico de aproximação com o Executivo.
Caciques do partido reagiram à acusação. Para os emedebistas, a responsabilidade pela derrota cabe ao próprio governo, que não conseguiu construir uma base sólida de apoio. Uma fonte do partido classificou as suspeitas como “especulação de perdedor”.
O episódio reforça as tensões entre o Planalto e o Congresso após a primeira rejeição de um indicado presidencial ao STF em mais de 130 anos.
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