O conhecido empresário baiano Francisco Leal Salles Neto, mais conhecido como Chico Salles, enfrentou um significativo prejuízo financeiro ao aplicar recursos em CDBs do Banco Master. Ele busca na Justiça responsabilizar os principais envolvidos pelo rombo de R$ 485,4 mil.
Chico Salles, fundador da Faculdade Baiana de Direito e da Editora JusPodivm, investiu no total R$ 710,4 mil em certificados de depósito bancário da instituição entre janeiro de 2022 e abril de 2024. As aplicações ofereciam rentabilidades atrativas, chegando a até 128% do CDI. No entanto, com a liquidação extrajudicial do Banco Master determinada pelo Banco Central em novembro de 2025, a maior parte do capital aplicado se perdeu.
Do montante investido, o empresário recuperou apenas R$ 250 mil por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Diante do prejuízo restante, ele ingressou com ação na 3ª Vara de Relações de Consumo de Salvador. O objetivo é alcançar o patrimônio pessoal de Daniel Vorcaro, Augusto Lima e Maurício Quadrado, responsabilizando-os pelas perdas causadas.
A iniciativa judicial reflete a tentativa de Chico Salles de mitigar os impactos da crise que atingiu o banco. Como figura destacada no cenário educacional baiano, ele construiu ao longo dos anos uma reputação sólida por meio de seus empreendimentos no campo do direito e da publicação de obras jurídicas.
O caso se insere em um contexto mais amplo de questionamentos sobre a gestão e a segurança de investimentos em instituições financeiras que enfrentaram intervenções regulatórias. A liquidação do Banco Master gerou repercussões para diversos investidores, destacando os riscos envolvidos em aplicações que, apesar de prometerem bons retornos, acabaram expostas a instabilidades no setor.
Chico Salles agora concentra esforços para reaver o que considera prejuízo indevido, mirando diretamente nos responsáveis pela condução do banco. A tramitação do processo deve esclarecer detalhes sobre as operações e as responsabilidades dos citados no caso.
Essa situação reforça a importância de cautela em investimentos financeiros, especialmente em períodos de incerteza econômica, e evidencia como até experientes empresários podem ser surpreendidos por reveses no mercado bancário. O desfecho da ação judicial será acompanhado de perto por quem acompanha o universo corporativo e jurídico na Bahia.
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