O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, atacou nesta terça-feira a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender a fabricação de diversos produtos da Ypê. Para ele, a medida não se trata apenas de uma questão técnica, mas de uma ação direcionada para eliminar a tradicional indústria paulista do mercado.
Em entrevista, Valdemar admitiu não ser especialista em química, mas garantiu conhecer a reputação da marca. “Sempre soube que eles têm produto de qualidade, de primeira linha. Não acredito que tenham cometido erro”, disse. Ele reforçou que a empresa gera milhares de empregos e sempre atuou com seriedade ao longo de sua história.
“Eu acredito que o que a Anvisa fez é para acabar com a empresa”, declarou o dirigente. Sobre os vídeos que mostram pessoas, principalmente apoiadores da direita, ingerindo o detergente da Ypê como forma de protesto, Valdemar preferiu não entrar em detalhes técnicos. “Eu não entendo desse assunto. Só entendo de política, mas o que fizeram com a Ypê é para acabar com a empresa. É o que eu sinto como cidadão”.
A Química Amparo, responsável pela Ypê, teve a produção de detergentes, sabão líquido e desinfetantes interrompida após inspeções da Anvisa que apontaram irregularidades nas boas práticas de fabricação e possíveis riscos de contaminação.
Valdemar ainda comentou outros assuntos do momento político, como a Lei da Dosimetria e a possibilidade de Ciro Nogueira integrar o palanque de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência. Sobre o senador, ele defendeu: “Ainda queremos Ciro no palanque de Flávio. Até que se prove alguma coisa contra ele”.
As declarações do presidente do PL acontecem em meio à grande repercussão negativa da decisão da agência reguladora, que mobilizou debates intensos nas redes sociais.
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