A corrida pelas duas posições de suplente na chapa de Jaques Wagner (PT) ao Senado ganhou mais um capítulo acirrado. O PCdoB decidiu lançar a vereadora Aladilce Souza como pré-candidata a uma das vagas, oficializando o nome durante reunião da Comissão Política Estadual na última segunda-feira (25).
A legenda comunista defende que Aladilce reúne qualidades ideais para o posto: prestígio, respeito e forte atuação política na capital baiana, onde cumpre o quinto mandato como vereadora e integra a bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador.
Além dela, outros dois nomes disputam as suplências: o ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Quinho (PSD), e a deputada federal Lídice da Mata (PSB). Quinho já aceitou o convite feito pelo senador e presidente estadual do PSD, Otto Alencar, e deve ser anunciado nos próximos dias.
Em conversa recente, Quinho confirmou o acerto e revelou que impôs uma condição: sua esposa, a vereadora Léia Meira, de Vitória da Conquista, deve ser candidata a deputada estadual pela Alba. Segundo ele, não houve resistência por parte de Otto Alencar, restando apenas a formalização no conselho político.
Lídice da Mata aparece como outra forte opção dentro da base governista. Apurações indicam que a parlamentar tem cerca de 60% de chance de aceitar o convite de Wagner. Seu nome é visto como confiável, com bom diálogo político e potencial para assumir o mandato no Senado caso o petista seja reeleito e precise se licenciar para um cargo no governo federal.
O PCdoB argumenta ter legitimidade para ocupar uma das vagas. A sigla destaca sua trajetória, força política e o fato de já ocupar uma suplência na chapa eleita há oito anos. Os comunistas enfatizam ainda a importância de manter uma mulher com perfil militante qualificado na composição majoritária.
Com a entrada de Aladilce, a expectativa agora é que o Conselho Político, liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), seja convocado em breve para discutir e definir os dois nomes que acompanharão Jaques Wagner na disputa ao Senado nas eleições de outubro.
A decisão do PCdoB acirra ainda mais o debate interno na base aliada sobre o equilíbrio de forças e a distribuição das posições na chapa senatorial.
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