O denunciante acusa um assessor de vereador de envolvimento em esquema de “funcionário fantasma” na Prefeitura de Itapetinga (BA). Segundo o relato, ele teve os documentos pessoais solicitados com a promessa de um emprego, mas nunca trabalhou no município.
Em 5 de maio de 2026, o denunciante recebeu R$ 1.822,30 creditado como salário pela Prefeitura. Sob pressão do assessor, transferiu quase todo o valor para contas indicadas: R$ 1.800 e R$ 22. Em 3 de junho, novo salário de R$ 2.323,84 foi depositado. No dia 6, enviou R$ 1.000 via Pix, novamente por ordem do assessor.
Ao tentar formalizar emprego em empresa privada, o denunciante descobriu que tinha vínculo ativo com a Prefeitura, o que impediu a assinatura da carteira de trabalho. Ele garante que nunca foi à Prefeitura, nunca exerceu a função de Operador de Máquina na Secretaria de Infraestrutura e Limpeza Pública e nunca assinou qualquer contrato ou documento.
A denúncia inclui holerite de servidor temporário da mesma secretaria, com salário líquido idêntico (R$ 1.822,30) referente a abril/2026.
Esta não é a primeira denúncia de irregularidades do tipo na Prefeitura de Itapetinga. Tentativas de contato com a Prefeitura para obter explicações sobre o caso não tiveram resposta. Mesmo assim, poucos vereadores têm cobrado explicações ou fiscalizado o caso. Diante dos fatos, foi protocolado pedido de CPI na Câmara Municipal, assinado por apenas quatro vereadores.
A denúncia pede investigação urgente, cancelamento imediato do vínculo falso, punição dos responsáveis e devolução dos recursos públicos.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...