O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, divergiu nesta quarta-feira da avaliação feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a operação da Polícia Federal na residência de Jair Bolsonaro. Enquanto o filho do ex-presidente classificou a ação como tentativa de criar “cortina de fumaça” para ofuscar sua agenda nos Estados Unidos, Valdemar classificou a decisão do ministro Alexandre de Moraes como “excesso de zelo”.
A diligência ocorreu na manhã desta quarta para verificar a existência de armas e munições na casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Agentes da PF passaram cerca de uma hora e meia no local e saíram sem apreender materiais.
“Não acredito nisso. Pode ser. O Flávio foi lá para tentar fazer o melhor pelo país. Foi um excesso de zelo, de preocupação do ministro. É um direito que ele tem, e nós temos que ter paciência”, afirmou Valdemar.
O dirigente ainda defendeu o ex-presidente: “Bobagem, porque o Bolsonaro não fez nada errado. Nem a arma que pegaram com o funcionário dele. Ele tinha dado para o funcionário. O Bolsonaro não faz nada fora da lei. Nada. Ele cumpre todas as determinações do Supremo”.
Valdemar também comentou o desgaste na família Bolsonaro, citando a ex-primeira-dama Michelle e dizendo que “eles não têm paz” e que o sofrimento “descontrola qualquer pessoa”. Ele torce para que ela reveja a decisão de não disputar o Senado pelo DF.
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