Em entrevista ao podcast Flow na última quarta-feira (15), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reafirmou o compromisso de preservar o Bolsa Família caso vença as eleições de 2026. Ele descartou qualquer ideia de extinguir o programa social e defendeu a criação de mecanismos para incentivar a inclusão produtiva dos participantes.
“Quem recebe o Bolsa Família pode ficar tranquilo. Eu vou manter o Bolsa Família. Nenhum candidato deveria defender o fim do programa. Isso seria uma burrice”, declarou o parlamentar durante a conversa.
A proposta central apresentada por Flávio envolve um sistema de cashback vinculado ao benefício. A iniciativa buscaria recompensar famílias que investirem em cursos de capacitação profissional, adotarem hábitos de educação financeira ou progredirem rumo à formalização no emprego. Segundo ele, a medida ajudaria a aproximar os beneficiários de oportunidades reais de renda e desenvolvimento.
O senador destacou que a maioria dos participantes do programa já exerce alguma atividade laboral, embora predominantemente na informalidade. “Hoje cerca de 70% das pessoas que recebem Bolsa Família trabalham. A maioria faz atividade informal. Essa ideia de que quem recebe Bolsa Família é vagabundo não corresponde à realidade”, afirmou.
Flávio Bolsonaro explicou que o cashback funcionaria como um estímulo adicional. Por exemplo, quem concluir cursos de qualificação receberia devolução de parte dos valores aplicados em aprendizado. Da mesma forma, famílias que economizarem parcela do benefício poderiam contar com complementação governamental para reforçar a educação financeira.
Outra frente da ideia é facilitar a transição para o emprego formal. Beneficiários que conseguirem carteira assinada ou se cadastrarem como microempreendedores individuais (MEI) teriam a possibilidade de manter o auxílio por um período determinado, evitando o medo imediato de perder o suporte.
Durante a mesma entrevista, o pré-candidato mencionou ainda a viabilidade de oferecer internet gratuita para usuários de programas sociais. Estudos preliminares citados por ele indicam custo anual em torno de R$ 2 bilhões para a medida. “Em um orçamento de trilhões de reais, R$ 2 bilhões não representam um valor significativo”, avaliou.
A estratégia comunicada por Flávio Bolsonaro busca equilibrar a proteção social com estímulos à autonomia e ao crescimento econômico dos beneficiários, diferenciando-se de visões que veem o programa apenas como assistência temporária. O senador enfatiza que o Bolsa Família se consolidou como um direito adquirido pela população brasileira e que políticas de inclusão produtiva podem potencializar seus resultados a longo prazo.
Essa abordagem reflete o posicionamento do pré-candidato em temas sensíveis para o eleitorado, combinando manutenção de políticas consolidadas com inovações voltadas à empregabilidade e qualificação. A proposta de cashback surge como ferramenta prática para transformar o benefício em trampolim para maior independência financeira das famílias atendidas.
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