Três entidades do setor de comunicação reagiram nesta quinta-feira (1º) ao cancelamento do debate presidencial da TV Globo. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram uma nota em Brasília e declararam profunda indignação com a intervenção judicial nas regras já definidas para o encontro.
O debate estava marcado para a noite do mesmo dia e seria o último do primeiro turno. A emissora desistiu de realizá-lo depois de receber duas intimações. Uma, assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a um pedido da coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A outra partiu de uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a uma solicitação do Solidariedade sobre a presença de Renan Santos (Missão).
Na terça-feira (29), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já havia mudado o entendimento da própria Corte sobre a contagem de parlamentares no Congresso Nacional para fins de debate e reconhecido o direito de Romeu Zema (Novo) de participar.
Para a ABERT, a ANER e a ANJ, a interferência não se limita a impor obrigações sem previsão em lei a uma emissora privada. As entidades entendem que houve agressão à liberdade de imprensa, ao se forçar a condução do debate em desrespeito às regras combinadas há meses entre a Globo e os partidos.
O texto afirma ainda que os excessos judiciais atropelaram o direito dos cidadãos de conhecer as propostas dos candidatos que, conforme a lei eleitoral, já haviam sido convidados e aceitado participar. Os postulantes que haviam confirmado presença lamentaram o cancelamento do encontro.
A nota foi assinada em 1º de outubro de 2026 pelas três associações.
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