No Espírito Santo, a conta ficou por pouco. Segundo o TSE, a federação PSOL/Rede registrou 31.839 votos, o equivalente a 1,49% dos votos válidos. O estado teve 2.134.985 votos válidos, e o mínimo de 1,5% exigia 32.024. A diferença foi de apenas 185 votos.
Esse era o nono estado necessário para que a federação atingisse o número exigido. O grupo já havia superado 1,5% no Ceará, no Distrito Federal, onde passou de 14%, em Minas Gerais, no Pará, em Pernambuco, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Bahia e Santa Catarina também poderiam completar a lista, mas não alcançaram o percentual: na Bahia, o índice ficou em 1,08%; em Santa Catarina, em 0,99%. No Acre, antigo reduto de Marina Silva, a Rede não lançou candidato, enquanto a candidata mais votada do PSOL recebeu 104 votos.
O objetivo era cumprir a cláusula pelo critério de votação, e não pelo número de cadeiras conquistadas. Para isso, era necessário obter 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, distribuídos por pelo menos nove estados, com um mínimo de 1,5% em cada um. A outra alternativa seria eleger 13 deputados federais em nove estados.
O piso nacional foi alcançado, impulsionado pelo desempenho em São Paulo, onde a federação ultrapassou 12%. O que faltou foi justamente o nono estado.
Sem atingir a cláusula de desempenho, a federação pode perder, a partir do próximo ano, o acesso a tempo de televisão e aos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral. O resultado, no entanto, ainda não é definitivo. Eventuais anulações de candidaturas, especialmente em casos de fraude à cota de gênero, podem reduzir o número de votos válidos e alterar a proporção necessária para que os partidos permaneçam dentro das regras.
Caso isso ocorra, a federação poderá alcançar a cláusula de desempenho.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...