Marinho diz a Fachin que o PL “não será omisso” em impeachment de ministros

O coordenador da campanha de Flávio afirma que não há “espírito de vendetta”, mas cobra mudança no regimento do Senado. A bancada da sigla quase dobrou
Por: Brado Redação 06.out.2026 às 16h17
Marinho diz a Fachin que o PL “não será omisso” em impeachment de ministros
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, disse ter sinalizado a Edson Fachin que o Senado, na próxima legislatura, “não será omisso” diante de pedidos de impeachment de ministros do STF. A fala veio depois de uma reunião no início da tarde desta terça.

Marinho afirmou que a campanha não tem “espírito de vendetta”, mas quer respeito às regras. “Deixamos claro que na hora em que houver algum crime de responsabilidade por ministro do STF o Senado não vai se omitir.” Para ele, a Casa hoje é omissa por não analisar esses pedidos. Defendeu mudar o regimento para que sejam enviados de imediato à Procuradoria do Senado e os processos sejam abertos “independentemente da vontade” do presidente do Congresso.

“Não temos vingança, mas não há omissão. A Constituição é clara. Separação de poderes é elemento basilar da República. Mas não existe poder absoluto. Indício de crime, cometido por quem quer que seja, não pode ser acobertado pelo corporativismo.”

O encontro, segundo o senador, era para tratar de uma suposta intervenção de ministros do STF na Justiça Eleitoral. Ele voltou a criticar decisões sobre eleições suplementares no Rio que não ocorreram.

No mesmo período, Fachin recebeu a líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão (PT-PE). Ela saiu sem falar com a imprensa.

As audiências vieram depois do primeiro turno, que quase dobrou a bancada do PL no Senado. A onda bolsonarista deu à direita vantagem para emplacar pautas a partir de 2027, e já há número próximo para negociar impeachment de ministros, bandeira de aliados de Bolsonaro.

Uma ala do STF vê com preocupação o tamanho da bancada e avalia que a composição das urnas deve tornar o Congresso mais hostil. Outros ministros consideram prematuro antecipar confronto. O tema também apareceu em comentários reservados na sala do TSE, no domingo, durante a totalização: integrantes das cortes superiores disseram estar preocupados com o impeachment e com projetos da extrema-direita que possam enfraquecer o Judiciário.



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