Fontes próximas ao jornal israelense Jerusalem Post afirmaram que o presidente Donald Trump já decidiu intervir em favor dos manifestantes iranianos, que enfrentam repressão violenta nas ruas. Os comandantes militares dos EUA solicitaram mais tempo para preparar uma ação coordenada, semelhante ao que ocorreu na Venezuela, mas o líder americano rejeitou a espera e optou por apoiar diretamente os protestos contra o regime teocrático.
A brutalidade dos Guardiões da Revolução Islâmica continua, com mais de 600 mortes reportadas entre os manifestantes. No entanto, os protestos se espalham além da capital e incluem incêndios em edifícios governamentais sinais clássicos de que um levante popular pode levar a uma mudança de regime, conforme analisou o especialista britânico Michael Clarke.
Um elemento surpreendente é o crescente apoio ao herdeiro do xá, Reza Pahlavi, exilado há décadas. Inicialmente, os gritos eram "nem xá nem mulás", rejeitando tanto o regime atual quanto uma restauração monárquica. Agora, bandeiras antigas com o leão e o sol aparecem misturadas a símbolos israelenses em manifestações de exilados na Europa. A visita de Reza Pahlavi a Israel em 2023 o tornaria "traidor" aos olhos do regime, mas os eventos aceleram.
Uma mudança no Irã poderia transformar o Oriente Médio: o arco xiita ruiria sem o apoio iraniano, enfraquecendo o Hezbollah e o Hamas. Um Irã amistoso com Israel e os EUA abriria caminho para avanços na questão palestina.
Trump impõe pressão adicional com tarifas de 25% sobre produtos de países que negociam com o Irã, incluindo o Brasil, mas analistas veem baixa probabilidade de o regime ceder sem ação militar. O presidente americano parece motivado pelo potencial de derrubar dois regimes hostis Venezuela e Irã em pouco tempo, além do controle de vastos recursos petrolíferos.
Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, classificou a repressão como “guerra ao terrorismo” e ameaçou dar uma “lição inesquecível” a Trump em caso de interferência. No entanto, sua influência real é questionada.
Trump declarou: “Eles querem negociar”. “Mas talvez tenhamos que agir antes, por causa do que está acontecendo”.
O aiatolá Ali Khamenei, alvo de gritos como “Morte ao ditador” nas ruas, pode resistir até o fim, considerando-se um mártir aos 86 anos. A incerteza reside em se as forças armadas e de segurança manterão lealdade ou se haverá adesão a uma possível intervenção externa.
O ritmo acelerado dos acontecimentos pode alterar completamente o equilíbrio regional.
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