O psicoterapeuta Jordan Campos, conhecido nas redes sociais com mais de 400 mil seguidores, quebrou o silêncio nesta quarta-feira (27) sobre a investigação que o envolve. Em nota divulgada nas redes, ele afirmou ser “totalmente inocente” das acusações de violação sexual mediante fraude, assédio sexual e estelionato.
A Operação Catarse, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia na terça-feira (26), cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e no consultório dele, nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores. A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens superiores a R$ 960 mil, além da quebra de sigilos digitais.
De acordo com as investigações, o profissional teria usado sua posição de autoridade para manipular mulheres em vulnerabilidade emocional, muitas delas pacientes ou alunas de seus cursos. O MP aponta que ele identificava casos de trauma, dependência afetiva e baixa autoestima para obter supostas vantagens sexuais e financeiras ao longo de mais de dez anos.
Jordan Campos, que se apresenta como terapeuta, professor, escritor, casado há 14 anos e pai de quatro filhos, rebateu as denúncias de forma direta. “Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade, eu sempre lutei exatamente contra esse tipo de situação”, escreveu.
Ele lembrou que acusações semelhantes já haviam sido feitas anos atrás por algumas das mesmas pessoas. Na ocasião, o caso foi investigado pelo Ministério Público do Trabalho e arquivado por falta de provas. O terapeuta destacou ainda que a atual apuração inclui uma questão patrimonial relacionada a uma sociedade comercial, tema que também já foi analisado anteriormente sem indícios de estelionato.
Por decisão judicial, Jordan Campos está impedido de exercer qualquer atividade ligada à psicoterapia, consultas, mentorias, cursos, palestras ou eventos do gênero, seja de forma individual ou por empresas.
Em sua nota completa, ele reforçou a tranquilidade ao negar os fatos e pediu respeito ao andamento sigiloso do processo. “O papel do Ministério Público é investigar. Estamos diante de uma investigação, não de uma condenação”, afirmou.
O caso ganhou grande repercussão na mídia e nas redes sociais, onde o psicoterapeuta costumava compartilhar rotinas de atendimentos e relatos de pacientes. As investigações prosseguem para apurar todas as denúncias.
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